Justiça britânica aponta ilegalidade em buscas nas propriedades de Andrew Mountbatten-Windsor

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Foto: Redação

Um magistrado do Tribunal Superior de Londres informou nesta quinta-feira, 8, que a Polícia do Vale do Tâmisa admitiu a ilegalidade das operações de busca realizadas em fevereiro durante a detenção do ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor. A ação faz parte dos desdobramentos judiciais associados às investigações do caso Jeffrey Epstein.

Em comunicado oficial, a corporação policial esclareceu que os mandados e as respectivas buscas foram formalmente anulados pela mesma corte em 22 de julho. Os representantes legais da força de segurança indicaram que existem discussões jurídicas em andamento para definir o destino do material apreendido e estabelecer se os itens podem ser retidos legalmente para subsidiar a apuração que continua em curso.

As diligências policiais tinham ocorrido em propriedades ligadas ao irmão do rei Charles III, situadas na região de Sandringham, no leste da Inglaterra, e em Windsor, localidade situada a aproximadamente 30 quilômetros a oeste de Londres.

Durante manifestação pública inédita sobre o caso, o juiz Nicholas Hilliard, integrante do Tribunal Superior de Londres, declarou que a Polícia do Vale do Tâmisa reconheceu abertamente a nulidade dos mandados aplicados. Contudo, o magistrado fez questão de ponderar que tal constatação técnica não encerra as investigações e tampouco invalida integralmente os trabalhos conduzidos até o momento.

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Hilliard acrescentou que ainda precisa proferir uma decisão definitiva a respeito da possibilidade de a corporação reter os elementos de prova recolhidos por meio do mandado considerado irregular, conforme pleiteado pelas equipes de investigação.

O ex-membro da realeza britânica havia sido detido de forma breve em 19 de fevereiro em decorrência de seus antigos laços com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. Ele mantém a negação de qualquer conduta inadequada relacionada aos episódios investigados.

O irmão do monarca britânico é alvo de averiguações sob a acusação de má conduta no exercício de função pública. A suspeita central é de que ele tenha repassado documentos econômicos de caráter sigiloso para Epstein durante o período em que atuou como Representante Especial do Reino Unido para o Comércio Internacional, cargo que ocupou entre 2001 e 2011.

Paralelamente, as autoridades policiais informaram que examinam denúncias adicionais de agressão sexual imputadas ao investigado. Até o momento, nenhuma acusação formal de natureza criminal foi apresentada contra Andrew.

Afastado formalmente das funções oficiais da família real e privado de seus títulos nobiliárquicos em 2025, o ex-príncipe precisou desocupar a mansão de Royal Lodge, em Windsor, onde residia há cerca de duas décadas. Ele foi transferido para uma propriedade particular pertencente ao rei na região de Sandringham, situada no condado de Norfolk.

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As investigações e controvérsias judiciais também relembram as acusações feitas anteriormente pela cidadã americana Virginia Giuffre, que relatou ter sofrido agressões sexuais quando tinha 17 anos de idade. Virginia faleceu em abril de 2025, aos 41 anos, em decorrência de suicídio.

Fonte:: estadao.com.br

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