Justiça condena envolvidos no assassinato da cantora Aline Borel no Rio

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Foto: © Instagram/alineboreloficial

A Justiça do estado do Rio de Janeiro proferiu a sentença condenatória contra os responsáveis pelo assassinato da cantora e influenciadora digital Aline Borel dos Santos. O crime, que chocou o público e gerou forte comoção nacional, ocorreu no ano de 2022 em Araruama, município localizado na Região dos Lagos fluminense.

O Tribunal de Justiça determinou penas severas aos réus julgados no caso. Natanael dos Santos Nunes foi condenado a 28 anos e um mês de reclusão. Já Luiz Henrique Motta Fersura recebeu a pena de 16 anos e seis meses de prisão. Ambos foram responsabilizados pela participação direta na execução da jovem artista, que na época tinha apenas 28 anos de idade.

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O crime aconteceu em 20 de abril de 2022. Naquela data, a cantora foi ludibriada e atraída pelos criminosos para a Praia do Dentinho, situada na localidade de Praia Seca, onde acabou sendo morta com disparos de arma de fogo.

As investigações conduzidas pelas autoridades competentes apontaram que, além de Natanael e Luiz Henrique, o esquema criminoso contou com a participação de outros dois indivíduos: João Vítor Fernandes dos Santos e Ricardo Santos Oliveira.

De acordo com o inquérito da Polícia Civil e com a denúncia formalizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), Ricardo Santos Oliveira atuava como líder da facção criminosa que controlava o tráfico de drogas na região conhecida como Corte, também em Praia Seca. A motivação para o planejamento da morte da influenciadora baseou-se em uma suspeita infundada de que ela estaria repassando informações para uma milícia rival que disputava o controle territorial daquela zona. As investigações posteriores confirmaram que Aline Borel foi executada por um triste e trágico engano.

O julgamento perante o Tribunal do Júri teve início em uma quinta-feira na Vara Criminal de Araruama e estendeu-se por uma longa sessão que avançou pela madrugada da sexta-feira seguinte, mobilizando operadores do direito e acompanhantes do caso.

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Legião de fãs e comoção popular

Durante a leitura da sentença, o magistrado Eric Baracho Dore Fernandes, responsável por presidir a sessão do júri, destacou a personalidade autêntica e a espontaneidade que marcaram a trajetória de Aline Borel. A artista havia conquistado notoriedade na internet por meio da publicação de vídeos caseiros onde interpretava canções de autoria própria e fazia versões bem-humoradas de sucessos musicais.

O juiz pontuou no documento oficial: “Aline Borel era pessoa querida por inúmeros fãs e seguidores, conhecida por seu jeito inocente e espontâneo nos inúmeros programas de auditório que participou e vídeos protagonizados em redes sociais. Em razão disso, o crime gerou ampla comoção, com grande repercussão e cobertura na imprensa, em razão da sensação coletiva de perda precoce da vítima Aline Borel, que contava com uma verdadeira legião de fãs e seguidores”.

Aline Borel alcançou projeção nacional na internet graças ao seu estilo irreverente e cativante. Entre os momentos mais marcantes de sua trajetória digital estavam as releituras peculiares de músicas de grande sucesso comercial — a exemplo de faixas consagradas da dupla Sandy & Junior — e composições originais que rapidamente se tornaram memes e virais na rede, como o memorável hit intitulado *É cansativa a vida do crente*.

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Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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