A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis arrecadou um total de R$ 3 bilhões em bônus de assinatura durante um leilão de 49 blocos exploratórios realizado em uma quarta-feira. O montante representa o maior valor já obtido desde o início da modalidade de Oferta Permanente de Concessão, marcando um momento expressivo para o setor energético brasileiro.
De acordo com as diretrizes do certame, a primeira fase dos contratos firmados prevê investimentos estimados em cerca de R$ 1 bilhão. Nove empresas diferentes saíram vitoriosas na disputa pelos blocos, com destaque para a participação da Petróleo Brasileiro S.A., que integrou consórcios responsáveis por arrematar parte das áreas ofertadas.
Os blocos que atraíram o interesse das empresas estão localizados em diferentes regiões geográficas do país, abrangendo as bacias sedimentares Potiguar, Tacutu, Recôncavo, Parnaíba, Tucano Sul, Campos e Ceará. Paralelamente, nas áreas classificadas com acumulações marginais, situadas nas bacias Potiguar e Tucano Sul, o somatório dos bônus alcançou a marca de R$ 1,6 milhão.
Novas áreas no pré-sal também são arrematadas
No mesmo dia, a autarquia federal conduziu outro certame voltado para a licitação de áreas estratégicas localizadas na região do pré-sal. Na ocasião, sete dos 13 blocos colocados à disposição foram efetivamente arrematados por empresas do setor. Os ativos negociados situam-se nas bacias de Campos e Santos.
Com essa segunda etapa de negociações, o governo federal obteve uma arrecadação adicional de R$ 530 milhões provenientes exclusivamente dos bônus de assinatura. O resultado consolidou um recorde, registrando o maior número de blocos arrematados em um único ciclo dentro do formato de Oferta Permanente de Partilha.
Após a conclusão bem-sucedida das etapas de lances e julgamento das propostas, a formalização e a assinatura oficial de todos os contratos decorrentes dos leilões estão programadas para ocorrer em fevereiro de 2027, quando as empresas assumirão formalmente os compromissos de exploração e investimento nas áreas conquistadas.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br


