Governo federal anuncia reajuste de 15% no valor mínimo do programa social
O valor mínimo do Bolsa Família passou por uma atualização importante e saltou de R$ 600 para R$ 691. O reajuste, que representa um acréscimo de 15%, começa a valer a partir do mês de outubro. A oficialização da medida ocorreu durante uma cerimônia realizada no Palácio do Planalto, onde o decreto correspondiente foi assinado pelo governo federal.
Conforme explicações detalhadas pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a iniciativa tem como principal finalidade recompor o poder de compra do benefício de acordo com a inflação acumulada desde março de 2023, conforme estabelecido pelo novo decreto. Para calcular essa correção, o governo utilizou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador econômico responsável por mensurar o custo de vida de famílias que possuem renda de até cinco salários mínimos.
Impacto no valor médio pago aos beneficiários
Durante o anúncio oficial, o ministro destacou como o reajuste impacta a média recebida pelas famílias cadastradas em todo o país. O benefício médio global do programa social, quando somado às demais modalidades de auxílio complementar, passará de R$ 675 para R$ 777. Isso representa uma variação nominal de aproximadamente R$ 100, fundamentada estritamente na reposição inflacionária registrada desde o relançamento do Bolsa Família, dentro dos limites autorizados pela legislação vigente.
A equipe econômica garantiu que existe espaço fiscal adequado para absorver o impacto financeiro da medida ainda neste ano corrente. Estima-se que a alteração custará cerca de R$ 5,8 bilhões aos cofres públicos em 2023. O ministro Bruno Moretti também pontuou que a otimização e a redução expressiva na fila de espera do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram fatores determinantes que abriram a margem orçamentária necessária para viabilizar o reajuste.
Olhando para o planejamento de médio prazo, as projeções do governo indicam que o impacto financeiro estimado da medida alcançará a marca de R$ 22 bilhões no orçamento federal previsto para o ano de 2027.
Histórico e atualizações nos benefícios complementares
O patamar mínimo de R$ 600 havia sido implementado originalmente no ano de 2022, período em que a iniciativa federal operava sob a denominação de Auxílio Brasil. Com a transição e o retorno oficial ao nome histórico Bolsa Família a partir de 2023, o valor base foi mantido, mas o formato do programa foi ampliado com a introdução de adicionais específicos, como o repasse extra de R$ 150 destinado a famílias com crianças pequenas de até seis anos de idade, além de um acréscimo de R$ 50 voltado para gestantes e jovens entre 7 e 18 anos.
Com o novo decreto de reajuste geral, esses valores adicionais também sofrem alterações proporcionais. O Benefício Primeira Infância, que consiste no valor extra pago por cada criança de até seis anos de idade, passará a ser de R$ 173. Paralelamente, o Benefício Variável Familiar, voltado para atender gestantes, crianças e adolescentes na faixa etária entre sete e 18 anos incompletos, será reajustado para R$ 58.
A medida busca assegurar que as famílias em situação de vulnerabilidade social tenham suporte adequado frente às oscilações econômicas recentes, mantendo a integridade do programa de transferência de renda em âmbito nacional.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br


