Um guarda municipal de Curitiba, de 34 anos, tornou-se alvo de uma denúncia formal apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). O agente público é acusado de perseguir, ameaçar e tentar abusar sexualmente de adolescentes na capital paranaense. A acusação foi protocolada na última quarta-feira (23) e tornada pública nesta sexta-feira (25). Atualmente, ele se encontra sob custódia, cumprindo prisão preventiva enquanto o processo tramita na Justiça.
De acordo com os registros da acusação conduzida pelo órgão ministerial, o indivíduo responderá perante a Justiça por uma série de infrações graves, que incluem os crimes de perseguição sistemática, conhecida como stalking, importunação sexual, ameaças verbais e físicas, além de tentativa de estupro de vulnerável. Os investigadores apontam que o modus operandi do suspeito consistia em abordar os menores de idade diretamente em vias públicas situadas em bairros tradicionais e de grande circulação da capital, como Alto da Glória, Ahú e na região central da cidade.
Detalhes das investigações conduzidas em Curitiba
A peça acusatória detalha pelo menos seis episódios criminosos distintos, que teriam ocorrido consecutivamente entre os meses de julho e agosto deste ano. Ao todo, cinco vítimas do sexo masculino, com idades compreendidas entre 13 e 17 anos, foram alvos das investidas do guarda municipal. As abordagens concentraram-se majoritariamente nas proximidades de locais movimentados e de referência na capital paranaense, tais como a Rua Mauá, a região do Estádio Couto Pereira e as imediações do Colégio Estadual Professor Loureiro Fernandes.
Conforme o avanço das apurações policiais, o denunciado se valia de um patinete elétrico motorizado para se aproximar rapidamente dos jovens nas ruas. Durante as abordagens, ele iniciava conversas questionando a idade dos rapazes e onde residiam, passando rapidamente a oferecer quantias em dinheiro em troca de favores ou atos libidinosos. O clima de terror psicológico era intensificado por meio de ameaças diretas. O suspeito intimidava os adolescentes ao afirmar que conhecia detalhadamente a rotina e o caminho que faziam diariamente, demonstrando monitoramento. Em determinados episódios ainda mais graves, o homem chegou a exibir ostensivamente uma faca e uma arma de fogo para coagir as vítimas a cederem às suas exigências.
Diante da gravidade dos atos cometidos e do impacto psicológico gerado, o Ministério Público do Paraná não solicitou apenas a condenação criminal do réu às penas rigorosas previstas na legislação brasileira para tais crimes. Os promotores também exigiram na denúncia a fixação de uma indenização financeira mínima de R$ 50 mil para cada uma das cinco vítimas identificadas, a título de reparação civil pelos danos morais sofridos em decorrência da conduta do agente.
Possibilidade de novas vítimas e canais de atendimento
A 1ª Promotoria de Justiça de Infrações Penais contra Crianças e Adolescentes de Curitiba destacou que as investigações continuam em aberto. Existe a suspeita real de que o acusado possa ter cometido ações semelhantes contra outros menores ao longo de sua atuação na região. Por esse motivo, o Ministério Público faz um apelo público para que eventuais novas vítimas, ou familiares que tenham informações sobre casos parecidos, procurem as autoridades competentes para relatar os fatos e receber o devido suporte jurídico e psicológico.
Para facilitar o contato com eventuais denunciantes, o órgão ministerial disponibilizou canais diretos de atendimento na capital paranaense. É possível falar com a equipe responsável por meio dos telefones (41) 3251-6745 e (41) 98861-3230, ou através do endereço eletrônico curitiba.infracoespenaiscontracriancas1@mppr.mp.br. Aqueles que preferirem o atendimento presencial podem se dirigir diretamente à sede situada na Avenida Anita Garibaldi, número 750, no bairro Cabral.
A reportagem buscou contato com a Prefeitura de Curitiba e com a corporação da Guarda Municipal para obter um posicionamento oficial acerca dos desdobramentos do caso e das medidas administrativas adotadas em relação ao servidor público investigado, mantendo o espaço aberto para manifestações futuras.
Fonte:: cbncuritiba.com.br


