O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), declarou nesta segunda-feira (2) que o seu futuro governo pretende ampliar de forma significativa a capacidade de resposta do Estado diante de eventos climáticos extremos. A manifestação ocorreu após fortes tempestades, acompanhadas de rajadas de vento próximas a 100 km/h, granizo e chuvas intensas, provocarem danos severos em pelo menos 17 municípios paranaenses.
Por meio de publicações em suas redes sociais, o futuro gestor estadual prestou solidariedade às famílias afetadas e enfatizou a urgência de estruturar o aparato público para lidar com intempéries cada vez mais frequentes e rigorosas na região.
“Mais uma vez, várias cidades paranaenses, como Marquinho e Maringá, foram atingidas por ventanias, granizo e chuvas fortes, com graves prejuízos à população. Minha solidariedade a todos os atingidos. Reforçaremos a nossa capacidade para enfrentar essas intempéries”, pontuou Sergio Moro.
Constante em seu plano de governo, a proposta de modernização da Defesa Civil prevê uma atuação mais ágil na prevenção de riscos e na proteção do patrimônio e da vida dos cidadãos paranaenses.
Propostas para a gestão de emergências
Entre as diretrizes traçadas para a futura gestão, destacam-se quatro eixos principais voltados à segurança e à mitigação de desastres naturais:
- Centro integrado de resposta a emergências: fortalecer a coordenação entre Defesa Civil, Bombeiros, forças de segurança e municípios, garantindo atuação rápida e integrada diante de desastres, acidentes e crises.
- Programa Paraná Resiliente: desenvolver ações preventivas de mapeamento de riscos, monitoramento do clima, obras de mitigação e preparação das comunidades, reduzindo os impactos de eventos extremos e protegendo vidas.
- Modernização tecnológica da Defesa Civil: expandir os sistemas de alerta precoce, monitoramento remoto e comunicação de emergência em todo o Estado, aumentando a capacidade de prevenir e de responder rápido.
- Força estadual de pronta resposta: ampliar as equipes especializadas e sempre prontas para atuar em catástrofes, enchentes, grandes incêndios e deslizamentos, reduzindo o tempo de reação do Estado quando cada minuto conta.
Impacto dos temporais no território paranaense
As tempestades severas se estenderam da tarde de domingo (1º) até a madrugada desta segunda-feira (2), atingindo múltiplas regiões paranaenses. De acordo com dados do Simepar, os ventos chegaram a marcar 109 km/h na cidade de Altônia, localizada na região Noroeste.
No Norte do estado, Maringá registrou estragos expressivos, incluindo quedas de árvores, destelhamentos e danos materiais generalizados. Uma unidade do Corpo de Bombeiros local sofreu avarias significativas após estruturas metálicas da cobertura serem arremessadas sobre viaturas oficiais, embora não tenham ocorrido feridos no quartel.
Diante do cenário adverso, a prefeitura local indicou a intenção de decretar estado de calamidade pública para acelerar os trâmites burocráticos e o socorro à população afetada. Já no município de Marquinho, situado no Centro-Sul paranaense, a Defesa Civil Estadual contabilizou 270 residências danificadas e um total de 1.080 pessoas impactadas pelo granizo, além de prejuízos em prédios públicos. Em Douradina, quatro moradores precisaram abandonar temporariamente suas moradias.
Mobilização de equipes e apoio do governo
A administração atual, liderada pelo governador Ratinho Junior (PSD), mobilizou equipes de emergência da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e da Copel para prestar auxílio nas áreas mais atingidas.
Para otimizar o atendimento, um gabinete de gestão integrada foi instituído com a participação de diferentes esferas administrativas. O coordenador executivo da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, coronel Ivan Ricardo Fernandes, deslocou-se para a região afetada a fim de coordenar in loco as operações de socorro.
O Corpo de Bombeiros também enviou reforços operacionais vindos de bases em Cascavel, Londrina, Ponta Grossa e Curitiba. Os efetivos adicionais estão concentrados em frentes de trabalho como corte de árvores caídas e desobstrução de vias públicas bloqueadas pelos temporais.
Fonte:: ric.com.br


