Papel do Estado é proteger economia de choque do petróleo, afirma Mercadante

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Foto: Estadão Conteúdo

Durante uma entrevista ao programa Canal Livre, da Band, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, enfatizou que uma das principais funções do Estado é atenuar os efeitos do choque internacional do petróleo na economia brasileira. Mercadante observou que várias nações têm implementado estratégias para controlar a alta nos preços dos combustíveis.

“Quem não está se resguardando desse impacto do petróleo?”, questionou o presidente do BNDES, ao ser indagado sobre as ações do governo para limitar o aumento dos preços da gasolina e do diesel.

Potencial da Margem Equatorial é comparável ao do pré-sal, afirma Mercadante

Durante a mesma entrevista, Mercadante foi questionado sobre os cronogramas para o início das operações na Margem Equatorial. Ele destacou que, no momento, ainda não há uma previsão concreta, uma vez que as perfurações estão em andamento e envolvem custos consideráveis.

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Nos Estados Unidos, o foco também está na expectativa pela divulgação dos resultados financeiros das empresas.

Com relação à Petrobras, Mercadante afirmou que a empresa deve assegurar um retorno para seus investidores e seguir as regras do mercado. No entanto, ele reforçou a importância da estatal em um contexto geopolítico atual desafiador. “Estamos enfrentando uma turbulência que o governo precisa gerenciar, protegendo a produção, o emprego e o desenvolvimento. Esse é o verdadeiro papel do Estado e a Petrobras deve contribuir para isso”, declarou Mercadante.

Ele também destacou que o Brasil possui uma maior capacidade de resistência diante da crise do petróleo, graças ao pré-sal, ao uso de etanol e à estrutura existente da Petrobras. “Estamos obtendo lucro mesmo em meio à crise do petróleo”, acrescentou.

Por outro lado, o presidente do BNDES criticou o atual modelo de refino de petróleo no Brasil. Ele argumentou que o país “exporta óleo bruto apenas para importar óleo refinado”, o que diminui a eficiência do Brasil em lidar com os choques externos nos preços dos combustíveis.

Essas declarações de Mercadante colocam em destaque a necessidade de uma estratégia mais robusta e autônoma para o setor de petróleo e gás, considerando os desafios globais e as implicações econômicas para o Brasil.

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O papel do Estado, conforme delineado por Mercadante, é fundamental não só para a mitigação de crises, mas também para a promoção de um desenvolvimento sustentável e equilibrado em tempos de incerteza econômica.

O discurso do presidente do BNDES reflete uma visão pragmática sobre a atuação do governo e a relevância da Petrobras nessas questões, sinalizando que a gestão dos recursos naturais do país deve ser feita de maneira a maximizar benefícios para a população e para o futuro econômico da nação.

Fonte: infomoney.com.br

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