A temporada brasileira de cruzeiros marítimos para o período de 2026 a 2027 tem projeções animadoras para o cenário econômico nacional. A expectativa oficial é de que a atividade movimente mais de R$ 4,7 bilhões na economia do país, além de ser responsável pela criação de mais de 72 mil postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos. Os dados foram calculados e divulgados em conjunto pelo Ministério do Turismo e pela Associação Internacional de Linhas de Cruzeiros, conhecida como Clia.
Ampliação da frota e maior oferta de leitos
Com o início oficial das operações, a costa brasileira passa a contar com oito navios dedicados exclusivamente aos roteiros nacionais, o que representa um acréscimo de uma embarcação em comparação com o ciclo anterior. Essa expansão na frota resulta em um impacto direto na capacidade de atendimento aos turistas, elevando a oferta para mais de 800 mil leitos disponíveis ao longo de toda a temporada, o que significa um crescimento expressivo de 24% na capacidade em relação ao período passado.
Entre as cidades que servem como principais portos de embarque e desembarque, Santos, no litoral do estado de São Paulo, destaca-se no topo da previsão de movimentação econômica, com uma injeção estimada em mais de R$ 616 milhões na região. Logo em seguida, completam a lista dos principais polos econômicos e turísticos destinos tradicionais como o Rio de Janeiro, Salvador e Balneário Camboriú.
Presença internacional e impacto em múltiplos setores
Além da oferta regular na costa, o país também se beneficia do turismo marítimo global. A previsão aponta que outros 28 navios internacionais, operados por 22 companhias diferentes, devem realizar mais de 200 escalas ao longo de 32 portos e pontos de parada espalhados pelo litoral brasileiro, trazendo visitantes de diversas partes do mundo para conhecer as riquezas naturais e culturais do território nacional.
Avaliações do Ministério do Turismo indicam que a cadeia produtiva do setor é uma das mais abrangentes, beneficiando diretamente uma vasta gama de segmentos econômicos. Entre os setores mais impactados positivamente estão o de transportes, a rede de hospedagem, o ramo de alimentação — que engloba bares, restaurantes e comércio local —, além do comércio varejista e de serviços turísticos especializados, consolidando a atividade como um vetor crucial para a geração de renda e oportunidades nas cidades portuárias e destinos de parada.
A temporada brasileira de cruzeiros para o ciclo de 2026 e 2027 tem encerramento oficial agendado para o dia 9 de abril de 2027, data que marca o fim das operações regulares dos navios dedicados à costa nacional.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br


