A pesca de camarões rosa, sete-barbas, branco, santana e barba-ruça, através de arrasto com tração motorizada, será liberada novamente no Paraná a partir desta sexta-feira, dia 1º, após o término do período de defeso. Essa decisão é baseada na Instrução Normativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e tem como objetivo preservar a reprodução dos crustáceos, garantindo a sustentabilidade do ecossistema ao longo dos nove meses de atividade de pesca.
De acordo com Sérgio Augusto da Silva, agente de execução e fiscal de meio ambiente do Instituto Água e Terra (IAT), mesmo com a autorização para a pesca, existem restrições geográficas que devem ser seguidas. As capturas devem ocorrer fora do perímetro de uma milha náutica, o que equivale a cerca de 1,8 quilômetro da costa. Além disso, as embarcações utilizadas na atividade precisam estar devidamente registradas na Capitania dos Portos, e há uma lista específica de equipamentos permitidos. Os pescadores também devem estar com as carteiras de pesca atualizadas e levar a documentação a bordo durante as atividades.
“É imprescindível que o período de proibição da pesca seja respeitado, pois ele desempenha um papel crucial para o equilíbrio ambiental. Essa medida assegura a reprodução dos camarões, evitando a extinção dessas espécies”, afirma Sérgio. Ele ressalta ainda que, com a reabertura da pesca, a observância das normas estipuladas pela legislação é fundamental. O IAT continuará a realizar a fiscalização para proteger as espécies e garantir que os pescadores adequem suas práticas às regulamentações vigentes.
A fiscalização sobre as atividades pesqueiras no estado também conta com o apoio de operações do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) e do Ibama, que trabalham em conjunto com o IAT para assegurar a conformidade com as normas ambientais.
Importância do Período de Defeso
A restrição à pesca de arrasto com tração motorizada durante o período de defeso é justificada pelo fato de que esse método industrial é capaz de capturar grandes quantidades de camarões simultaneamente. Isso pode afetar gravemente a fase de reprodução das espécies e, consequentemente, a sua população. A proteção das áreas de reprodução é essencial para manter a biodiversidade e a saúde do ecossistema marinho.
Com a publicação de normas e a realização de campanhas de conscientização, as autoridades esperam que os pescadores possam agir de maneira responsável e sustentável. O cumprimento das regras é vital para garantir que as futuras gerações possam também desfrutar dos recursos naturais disponíveis.
O IAT e os órgãos envolvidos na fiscalização estão atentos para garantir que a pesca ocorra dentro das normas e que as espécies marinhas sejam respeitadas, contribuindo para a sustentabilidade e preservação dos recursos pesqueiros no Paraná.
Fonte:: iat.pr.gov.br


