Polícia Científica celebra 134 anos de história de perícia criminal no Paraná

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Seguranca.pr.gov.br

Foto: Ricardo Almeida/SESP

A Polícia Científica do Paraná (PCIPR) comemora, nesta quinta-feira (21), 134 anos de história dedicada à perícia criminal no estado. Esta data representa mais de um século de evolução nos serviços periciais, refletindo os avanços nas ciências, tecnologias e as mudanças na sociedade paranaense.

O secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo Sanson, durante a cerimônia que celebrou o aniversário da PCIPR, destacou a importância do trabalho realizado por homens e mulheres da Polícia Científica. “Há 134 anos, esses profissionais dedicam suas vidas a essa atividade extremamente complexa e frequentemente silenciosa, mas fundamental para a Justiça. Eles conquistaram credibilidade ao mostrar que a prova técnica não é subordinada a emoções ou interesses, mas sim fundamentada na ciência”, afirmou.

Ciro Pimenta, diretor-geral da PCIPR, realçou a relevância da comemoração, dizendo que celebrar os 134 anos da perícia criminal paranaense é reconhecer uma trajetória construída com dedicação, compromisso e ciência. “O trabalho da perícia é crucial para garantir a construção da verdade dos fatos, baseada em técnica e evidências científicas”, argumentou.

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Nos últimos anos, a Polícia Científica teve um crescimento significativo, com investimentos em estrutura, tecnologia e valorização dos servidores, tornando-se um modelo nacional em sua área de atuação. “Cada laudo produzido não apenas auxilia investigações e decisões judiciais, mas representa um compromisso com a Justiça, com a redução da impunidade e com a proteção da sociedade”, acrescentou Ciro Pimenta.

A programação do evento de comemoração contou com a presença de servidores, autoridades e representantes de instituições parceiras. Durante a solenidade, foram homenageados profissionais que completaram 10, 20 e 30 anos de serviço na Polícia Científica, reconhecendo suas trajetórias marcadas pelo compromisso com a produção de provas técnicas e científicas, assim como pelo fortalecimento das ciências forenses no Paraná.

A cerimônia ainda incluiu a entrega de moedas comemorativas a autoridades e instituições parceiras, como uma forma de reconhecimento pelos serviços prestados em prol das ciências forenses e pelo apoio à atuação integrada da Polícia Científica no fortalecimento da segurança pública no estado.

O dia 21 de maio foi definido como marco histórico após um trabalho de pesquisa e resgate documental realizado pelo Museu Paranaense de Ciências Forenses (MPCF). Esse levantamento identificou a Lei nº 15, de 21 de maio de 1892, como um dos primeiros registros legais sobre a estruturação dos serviços periciais no Paraná. A avaliação de documentos históricos fez com que essa data fosse oficialmente reconhecida como o início da trajetória da perícia criminal no estado.

Além disso, o resgate histórico possibilitou a reconstrução de parte da evolução da atividade pericial no Paraná ao longo das décadas, seguindo o desenvolvimento das técnicas científicas, da estrutura institucional e da atuação da perícia oficial junto à Justiça e à segurança pública.

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O trabalho do MPCF é fundamental na preservação da memória da perícia oficial paranaense, atuando na conservação de documentos, equipamentos e registros históricos ligados ao avanço das ciências forenses no estado, bem como na aproximação da população com a atividade da Polícia Científica.

O museu, fundado em 1910 como Museu do Crime, tinha como propósito inicial armazenar objetos relacionados a delitos. Em 2022, passou a adotar sua atual nomenclatura. O acervo do local reúne instrumentos e equipamentos utilizados desde o início das atividades periciais no Paraná, além de documentos históricos, arquivos fotográficos e peças anatômicas. Em 2025, o MPCF alcançou umrecorde de visitantes, com mais de 110 mil pessoas atendidas em atividades presenciais e itinerantes realizadas em diversas regiões do estado.

No mesmo ano, o museu retornou a seu endereço histórico, na Avenida Visconde de Guarapuava, em Curitiba, reunindo em um único espaço a sala de exposições e o Antigo Necrotério, este último convertido em acervo histórico aberto ao público.

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A Academia de Ciências Forenses (ACF), criada em 2019, também integra o processo de fortalecimento e modernização da Polícia Científica do Paraná. A ACF é responsável pela formação e capacitação de peritos oficiais e técnicos de perícia e se consolidou como referência na integração entre ciência, tecnologia e segurança pública nos últimos anos.

Além dos cursos de formação e capacitação continuada, a Academia mantém parcerias com universidades e instituições nacionais e internacionais, promovendo pesquisas, produção científica e desenvolvimento de novas metodologias aplicadas às ciências forenses.

Fonte:: seguranca.pr.gov.br

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