Policiais militares utilizam técnicas de APH e salvam mulher vítima de tentativa de feminicídio na CIC

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Seguranca.pr.gov.br

Na madrugada deste domingo (28), uma mulher de 51 anos foi salva após sofrer uma tentativa de feminicídio na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). A ação rápida e eficiente dos soldados Lucas Willian Budy Martins e Lucas Gabriel Carvalho de Oliveira, do 23º Batalhão da Polícia Militar, foi crucial para que a vítima permanecesse viva até a chegada do atendimento médico especializado.

A equipe de policiais foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) por volta da 1h para atender uma ocorrência de violência doméstica. Ao adentrarem a residência, encontraram a vítima caída sobre um sofá, com roupas ensanguentadas e uma ferida causada por arma branca no lado esquerdo do tórax.

Durante a avaliação inicial, os policiais perceberam a gravidade da situação. A mulher estava pouco responsiva, não conseguia se comunicar e apresentava pulso fraco, o que indicava um quadro de choque hipovolêmico devido à grande perda de sangue. Essa condição pode evoluir rapidamente para uma parada cardiorrespiratória, tornando a situação ainda mais crítica.

Diante dessa emergência, os policiais retiraram o kit de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) da viatura e iniciaram os procedimentos de socorro imediatamente. O primeiro passo foi a aplicação de um selo de tórax na ferida, uma técnica importante para controlar os efeitos de lesões penetrantes na região torácica e minimizar o risco de complicações respiratórias severas. Após isso, envolveram a vítima com uma manta aluminizada para combater a hipotermia, uma condição que pode agravar o estado de pacientes com hemorragia severa e comprometer suas chances de sobrevivência.

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Enquanto realizavam os primeiros atendimentos, os policiais conversaram com a filha da vítima. Ela explicou que, momentos antes, houve uma discussão relacionada a dívidas e apontou que o autor da facada era o sobrinho da vítima, que havia fugido antes da chegada da equipe policial.

Dada a gravidade da condição da mulher, os policiais solicitaram um atendimento prioritário do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Siate), classificando a situação como Código 3, destinado a vítimas com risco iminente de morte. A primeira equipe a chegar ao local foi a ambulância do Samu, seguida pela equipe médica do Siate, que assumiu o atendimento e encaminhou a vítima com vida ao Hospital do Trabalhador.

Em paralelo ao socorro, outra equipe do 23º Batalhão iniciou buscas nas redondezas em uma tentativa de localizar o suspeito, mas ele não foi encontrado.

Histórico de Salvamento

A intervenção dos soldados Lucas Willian Budy Martins e Lucas Gabriel Carvalho de Oliveira no caso da tentativa de feminicídio se adiciona a outros dois atendimentos recentes, onde o treinamento em Atendimento Pré-Hospitalar (APH) mostrou-se fundamental para salvar vidas.

No dia 5 de junho, o soldado Carvalho atendeu um adolescente de 15 anos que sofreu uma queda grave de bicicleta nas proximidades da sede do 23º Batalhão, localizada no bairro Neoville. Ao identificar uma hemorragia femoral, uma das lesões mais críticas em termos de perda de sangue, o policial prontamente aplicou um torniquete, controlando o sangramento até a chegada das equipes do Siate. O jovem foi levado ao hospital em estado grave, mas estável.

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Em um caso anterior, no dia 5 de outubro de 2025, Carvalho e Budy também prestaram atendimento a um ciclista que havia colidido frontalmente e sofrido um corte profundo no pescoço, afetando a veia jugular. Ao chegarem ao local, os policiais notaram a hemorragia intensa e iniciaram o protocolo de controle de sangramento, utilizando gaze hemostática para acelerar a coagulação e uma bandagem israelense para manter pressão contínua sobre o ferimento. O ciclista foi estabilizado e transportado com vida ao Hospital do Trabalhador, onde a equipe médica ressaltou que o atendimento prestado pelos policiais foi crucial para o sucesso do salvamento.

Fonte:: seguranca.pr.gov.br

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