O Governo do Estado confirmou nesta quarta-feira (20), Dia Mundial das Abelhas, uma importante expansão do Projeto Poliniza Paraná. Este projeto, que tem como objetivo incentivar ações de reflorestamento, educação ambiental e a conservação de espécies nativas por meio da preservação de abelhas sem ferrão, mais que dobrou seu alcance, abrangendo agora 21 Unidades de Conservação (UCs) – até o ano passado, o projeto incluía apenas dez parques estaduais.
No ano de 2026, meliponários, que são caixas de madeira onde as abelhas são criadas, foram instalados em diversas localidades, incluindo o Jardim Botânico de Londrina. Além disso, os parques estaduais Mata São Francisco (localizados em Cornélio Procópio e Santa Mariana), Ibiporã, Rio da Onça (em Matinhos), Pico do Marumbi (que abrange Morretes, Piraquara e Quatro Barras), Amaporã, São Camilo (em Palotina), Vitório Piassa (em Pato Branco), Serra da Baitaca (Piraquara e Quatro Barras) e Santana (em Paulo Frontin) também foram contemplados, assim como a Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) do Buriti, situada em Pato Branco.
O projeto, coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), ocupa também áreas verdes de nove instituições públicas, como os jardins do Palácio Iguaçu, do Ministério Público do Paraná e do Museu Oscar Niemeyer (MON). Atualmente, o Estado conta com um total de 312 meliponários instalados, o que beneficia 29 municípios diferentes.
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De acordo com Everton Souza, secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, a proposta envolve a criação de jardins com colmeias de abelhas nativas sem ferrão, visando promover a conservação da biodiversidade através da polinização, um processo vital para assegurar a qualidade e produtividade de frutos e grãos. Essa iniciativa faz parte do programa Paraná Mais Verde.
Souza ressalta que “os jardins do Poliniza Paraná despertam a atenção de toda a população, especialmente das crianças, para a importância de cuidar do meio ambiente. Dessa forma, estamos criando uma cultura de educação e proteção à natureza desde a infância”.
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A ação do Poliniza Paraná também contribui significativamente para o cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), em especial o ODS 15 – Vida Terrestre.
As abelhas são essenciais para o meio ambiente. Elas são responsáveis por aproximadamente 90% da polinização das espécies nativas da Mata Atlântica e por 70% das plantas cultivadas que servem como alimento para os seres humanos. Durante suas visitas às flores atraídas por aromas e cores, as abelhas realizam a polinização cruzada, que resulta em frutos mais saudáveis e com maior quantidade de sementes.
Conforme Nara Lúcia da Silva, coordenadora de Patrimônio Natural e Educação Ambiental da Sedest, “o Poliniza Paraná é fundamental para a manutenção do ecossistema. As abelhas desempenham um papel crucial na produção de alimentos, uma vez que muitas culturas agrícolas dependem da polinização para gerar frutos e sementes de qualidade. A ação desses insetos também fortalece os solos, regula o ciclo ecológico e ajuda a mitigar as mudanças climáticas”.
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PARANÁ MAIS VERDE
O programa Paraná Mais Verde incentiva o plantio de mudas de espécies nativas como uma forma de promover o desenvolvimento ambiental, econômico e social. O objetivo é encorajar a população a plantar árvores, tanto em áreas urbanas quanto rurais, a fim de colaborar com o equilíbrio do clima.
As mudas são plantadas em locais que necessitam de recuperação ou que precisam ser melhoradas com arborização. Desde 2019, mais de 13 milhões de árvores já foram distribuídas em diversas áreas do Paraná.
O Paraná Mais Verde possui seis linhas de ação: Revitaliza Viveiros, Viveiros Socioambientais, Incentivo a Espécies Ameaçadas de Extinção, Datas Comemorativas, Parques Urbanos e Poliniza Paraná.
Fonte:: iat.pr.gov.br


