Athletico Paranaense e Coritiba se manifestaram em apoio ao presidente do Ceará, João Paulo Silva, após o dirigente relatar que sua filha recebeu uma caixa de chocolates contendo um artefato explosivo e uma carta com ameaças direcionadas a ele. O relato foi feito pelo próprio presidente em suas redes sociais nesta quinta-feira, 25 de outubro.
Conforme informações do clube, o caso está sendo investigado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). João Paulo descreveu o episódio como angustiante, especialmente para sua filha, que estava em um curso no teatro e teve um ataque de pânico devido à situação.
O Athletico divulgou uma nota de repúdio à violência e às intimidações ainda na noite de quinta-feira, enquanto o Coritiba fez o mesmo na manhã seguinte, 26 de outubro. Nos comunicados, ambos os clubes ressaltaram que o futebol deve ser um espaço de paixão e respeito, destacando que não há lugar para ameaças ou qualquer forma de coação.
“O futebol deve ser um ambiente de paixão e respeito. Não há espaço para ameaças, violência ou qualquer forma de intimidação”, afirma um trecho da nota conjunta dos clubes.
Além da manifestação dos clubes paranaenses, outras equipes do futebol brasileiro também se posicionaram em apoio a João Paulo e sua família, incluindo Palmeiras, Flamengo e Fluminense. Esses clubes também publicaram notas repudiando as ameaças e demonstrando solidariedade ao presidente do Ceará.
Contexto da Crise no Ceará
Este incidente ocorre em um momento de intensa pressão para o Ceará, que foi rebaixado para a Série B em 2025 e tem enfrentado uma temporada dificultosa, marcada por eliminações e protestos da torcida. A equipe viu sua performance em campo deteriorar, resultando em muitos descontentamentos entre os torcedores.
Um dos afetados pela crise foi o técnico Mozart, que levou o Coritiba à conquista da Série B em 2025. Ele assumiu o Ceará após não renovar com o Coxa, mas acabou deixando o cargo no final de maio, após acumular resultados irregulares. Durante sua gestão, o Ceará enfrentou problemas como atrasos salariais e questões de disciplina com o elenco, levando ao afastamento do meio-campo Vina, ex-jogador do Athletico e Coritiba.
Com Mozart à frente do time, o Ceará se tornou vice-campeão cearense ao perder para o Fortaleza, foi eliminado nas quartas de final da Copa do Nordeste pelo Vitória, e também caiu na quinta fase da Copa do Brasil para o Atlético-MG. Na Série B, o desempenho da equipe ficou aquém das expectativas, resultando na 13ª posição com apenas 13 pontos conquistados.
Antes da saída de Mozart, que recentemente assinou com o Goiás, jogadores, comissão técnica e diretoria estavam sendo alvo de constantes cobranças. Em maio, um protesto de torcedores diante da sede do clube em Porangabuçu culminou em uma intervenção policial com uso de bombas de efeito moral. Vídeos do incidente circularam nas mídias sociais, mostrando a presença de crianças no local e o pedido dos torcedores para o fim da violência.
Futuro do Ceará
A situação do Ceará se reflete em um ambiente de incertezas, tanto dentro quanto fora das quatro linhas, com a torcida agindo em busca de mudanças e melhorias na administração do clube. A esperança é de que, com novos ares e um compromisso renovado, o Ceará consiga se reencontrar, especialmente após a turbulenta temporada que tem enfrentado.
A atual situação serviu como um alerta sobre a importância da segurança e do respeito dentro do esporte. A mobilização dos clubes e a manifestação de solidariedade são passos importantes para criar um ambiente saudável para todos os envolvidos no futebol.
Esta é uma lembrança de que o esporte deve unir e não dividir, sendo um espaço de alegria e respeito entre torcedores, jogadores e gestores.
Fonte: umdoisesportes.com.br


