Presidente do México critica possibilidade de intervenção de governos estrangeiros no país

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Estadao.com.br

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, manifestou sua indignação na sexta-feira, 1º, em relação à possibilidade de intervenção dos Estados Unidos em território mexicano, ocorrida apenas dois dias após Washington fazer acusações de envolvimento com o narcotráfico contra um governador, um senador, um prefeito e outros sete membros do governo mexicano.

Embora não tenha mencionado diretamente os EUA ou as acusações específicas, Sheinbaum ressaltou em um evento público que seu governo é firmemente baseado no princípio da soberania nacional. “Nenhum governo estrangeiro pode entrar em nosso território. Aqui estão mexicanos que defendem nossa pátria. Assim, qualquer governo estrangeiro se depara com princípios que devem ser respeitados”, enfatizou.

A denúncia contra o governador Rubén Rocha Moya e os outros nove políticos brasileiros causou um impacto significativo no partido no poder no México, sendo a primeira vez que altos escalões do governo são implicados em reclamações de narcotráfico.

No dia anterior, Sheinbaum já havia rejeitado de forma categórica as acusações e solicitado a prova de Washington para que fossem apresentadas evidências “irrefutáveis” que sustentassem as alegações feitas.

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Em uma declaração na quarta-feira, 29, o Ministério Público dos EUA informou que havia solicitado às autoridades mexicanas a prisão dos dez políticos mencionados, como um passo preliminar necessário antes de um eventual processo de extradição. Com isso, a Procuradoria-Geral da República do México, por sua vez, já havia iniciado uma análise do caso, mas nesta sexta-feira decidiu não prosseguir com as prisões devido à falta de provas concretas.

Se as autoridades mexicanas conseguirem estabelecer razões válidas para a detenção de Rocha, um processo legislativo será necessário para a revogação da imunidade parlamentar que ele detém enquanto governador.

Este caso se desenrola em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, pressiona o governo mexicano por resultados concretos no combate ao narcotráfico, e enquanto os dois países, junto ao Canadá, estão revisando o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (USMCA).

Fonte: estadao.com.br

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