Michel Temer diz que Dilma nunca mais falou com ele após impeachment

Marcelo Borges
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Foto: (Fotos: Agência Brasil | Reprodução/Redes sociais)

O ex-presidente Michel Temer, do MDB, declarou que a ex-presidente Dilma Rousseff, do PT, nunca mais manteve contato com ele desde o impeachment que resultou na sua destituição do cargo em 2016. A afirmação foi feita durante uma entrevista ao programa Frente a Frente, do Canal UOL, transmitida na última segunda-feira (6).

Segundo Temer, a separação entre ele e Dilma tornou-se evidente após ele ter mencionado em uma entrevista a aquisição da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras. Na oportunidade, ele a classificou como uma pessoa honesta, o que gerou uma reação pública adversa por parte da ex-presidente.

“Eu disse: ‘A senhora ex-presidente é muito honesta, honestíssima’. No dia seguinte, ela lançou uma nota dizendo que não aceitava que eu a chamasse de honesta. Eu prometo não fazer mais essa acusação”, declarou ele.

Em 2022, Dilma se manifestou sobre as declarações de Temer por meio de uma nota, onde afirmou que não desejava que sua “honestidade pessoal e política” fosse utilizada pelo ex-presidente para “limpar” sua “condição de golpista”.

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Histórico da compra da refinaria de Pasadena

A refinaria de Pasadena, situada no Texas, foi adquirida pela Petrobras em 2006, quando Dilma Rousseff presidia o Conselho de Administração da estatal. O assunto foi objeto de investigação durante a Operação Lava Jato, a qual expôs diversos escândalos de corrupção no Brasil.

Anos após a compra, em 2021, o Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que Dilma não era responsável pelas irregularidades apontadas e a inocentou nesse contexto.

Temer também recordou que, ao assumir interinamente a presidência em 2016, fez um pronunciamento onde expressou respeito institucional à então Presidente da República.

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8 de janeiro: Tentativa de golpe, segundo Temer

Durante a sua entrevista, o ex-presidente também abordou os ataques que ocorreram nas sedes dos Três Poderes no dia 8 de janeiro de 2023. Para ele, as invasões representaram uma tentativa de golpe de Estado, ainda que sem apoio das Forças Armadas.

“Houve, sim, a intenção de golpe. O desejo estava presente, sem dúvida. Porque a invasão não se limitou aos edifícios. Foi em prédios que abrigavam os Poderes. Portanto, houve uma tentativa de golpe”, enfatizou.

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Defesa do STF e elogios a Alexandre de Moraes

Michel Temer também fez uma defesa do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que críticas ao conteúdo das decisões da Corte são válidas, mas que as competências constitucionais do tribunal não devem ser questionadas.

“Você não pode discutir as competências constitucionais do Supremo Tribunal Federal. O que pode ser debatido é o mérito”, destacou.

Adicionalmente, o ex-presidente elogiou o ministro Alexandre de Moraes, que foi indicado por ele para compor o STF em 2017. À época, Moraes ocupava o cargo de ministro da Justiça em seu governo, quando foi escolhido para assumir a vaga deixada pela morte do ministro Teori Zavascki. Após ser aprovado pelo Senado, ele tomou posse no Supremo em março daquele ano.

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