Com goleada, nova geração belga provoca EUA por suspensão anulada

Marcelo Borges
5 min. de leitura
Foto: © Reuters/Albert Gea/proibia reprodução

Nomes como Thibaut Courtois, Kevin de Bruyne e Romelu Lukaku ainda geram expectativa entre torcedores brasileiros. Juntamente com o já aposentado Eden Hazard, eles representam a famosa geração de ouro do futebol belga, cujo maior destaque foi a vitória por 2 a 1 sobre o Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo de 2018, realizada na Rússia.

Esse grupo é um elo entre uma equipe que brilhou em competições europeias, mas que não conseguiu conquistar títulos importantes com a seleção, e uma nova geração que, oito anos depois, assegurou mais uma vez a presença da Bélgica nas quartas de final de um Mundial.

Notícias relacionadas:

  • Confira os jogos das oitavas da Copa do Mundo nesta terça-feira (07).
  • Espanha vence Portugal em possível despedida de Cristiano Ronaldo das Copas.
  • A saída do Brasil da Copa gera destaque em jornais ao redor do mundo.

A vitória contundente por 4 a 1 contra os Estados Unidos, em Seattle, na última segunda-feira (6), garantiu aos Diabos Vermelhos (apelido da seleção belga) uma vaga nas quartas de final, onde enfrentarão a Espanha na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles.

A classificação, por si só, já seria motivo de celebração, mas a forma como aconteceu, especialmente contra esse rival, adicionou um sabor especial à vitória dos belgas. Isso porque a classificação foi conquistada mesmo após o Comitê Disciplinar da Federação Internacional de Futebol (FIFA) ter decidido anular a suspensão do cartão vermelho mostrado ao jogador americano Folarin Balogun na vitória anterior da equipe sobre a Bósnia e Herzegovina, que terminou em 2 a 0, nos 16 avos de final.

- Publicidade-

A Real Associação Belga de Futebol fez questão de celebrar a vitória em dose dupla nas redes sociais. A primeira mensagem dizia “O nome é futebol”, riscando o termo “soccer” – como é chamada a modalidade nos Estados Unidos. Em outra publicação, veio a ironia: “Revertam isso”, fazendo referência à a liberação de Balogun para o jogo, mesmo após a expulsão.

O episódio gerou polêmica, pois o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em contato com Gianni Infantino, presidente da FIFA, para solicitar a revisão da expulsão de Balogun. Trump alegou, sem apresentar provas, que Raphael Claus, o árbitro brasileiro responsável pela expulsão, era “suspeito”. A Bélgica tentou recorrer da decisão, mas não teve sucesso.

Dentro de campo, Balogun, mesmo sendo titular, passou despercebido. A Bélgica, energizada pelo clima extra-campo, dominou a partida e foi para o intervalo na frente, com dois gols do atacante Charles de Ketelaere, de 25 anos, uma das promessas da nova geração que está recebendo o legado da antiga. O meia Malik Tillman fez o gol dos Estados Unidos em uma cobrança de falta.

No segundo tempo, uma falha do goleiro Matt Freese, que saiu da área e chutou o chão ao tentar afastar a bola, resultou no terceiro gol belga, marcado pelo meia Hans Vanaken. Para fechar a conta, Lukaku, que entrou na segunda etapa, marcou o quarto gol e comemorou com uma dancinha imitando Trump, ao lado de seus companheiros de seleção.

“Acho que sempre há justiça em algum lugar na vida. Você pode argumentar o quanto quiser, mas não achamos que foi justo. E hoje, acho que isso nos trouxe um pouco de sorte”, declarou o meia Nicolas Raskin aos jornalistas presentes no estádio, segundo informações da Reuters.

- Publicidade-

O técnico da seleção belga, Rudi Garcia, minimizou a polêmica em entrevista coletiva. Ele afirmou que Balogun o procurou e ressaltou que a confusão não era culpa do jogador. “Não, isso não foi necessário nem essencial para motivar o elenco. O que realmente importava era nosso plano de jogo”, resumiu.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhe esta notícia