Prisão de pai e madrasta suspeitos pela morte de criança de 3 anos no Tocantins

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Foto: Divulgação / Agenciabrasil.ebc.com.br

O pai e a madrasta de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, foram presos no estado do Tocantins sob suspeita de envolvimento na morte da criança. O menino foi encontrado sem vida na residência do casal, situada em Palmas, capital do estado, na última segunda-feira (3).

Os suspeitos foram identificados como o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, de 33 anos, e sua companheira, Kathellen Moreira, de 23 anos. A detenção da dupla ocorreu na madrugada desta quinta-feira (6), após o avanço das apurações conduzidas pelas autoridades policiais locais.

De acordo O genitor comunicou o falecimento do filho somente na segunda-feira, alegando às autoridades que demorou a registrar a ocorrência por estar profundamente abalado emocionalmente com a situação.

No entanto, a investigação sofreu uma reviravolta significativa após a realização dos exames periciais. Um laudo emitido pelo Instituto Médico-Legal (IML) apontou que o garoto não faleceu de causas naturais, mas sim em decorrência de múltiplas agressões físicas e violência sexual sofridas.

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Relatos de violência prévia e ameaças

O caso ganhou grande repercussão e novos desdobramentos após a divulgação de um registro em vídeo feito pela mãe da criança. Na gravação, o pequeno Gustavo afirma claramente que não queria retornar para a casa do pai porque, segundo o relato do menino, “ele me bate”.

A defesa da mãe informou que ela já havia relatado anteriormente que o filho voltava constantemente com marcas de machucados após cumprir o período de visitas com o pai. Contudo, a genitora temia formalizar denúncias mais severas devido a graves ameaças que sofria por parte do ex-companheiro.

Os pais da criança não mantinham união estável e viviam em litígio judicial, que incluía processos voltados para a cobrança judicial do pagamento de pensão alimentícia. Representantes legais da mãe, identificada como Sabrina da Silva Feitosa, explicaram que ela não podia impedir o direito de convivência da criança com o pai por receio de ser acusada de alienação parental.

“O medo e o temor dela pela própria vida e pela vida do filho, da família, em relação a ele, em virtude das ameaças, impedia ela de nos permitir que tomássemos providências mais drásticas em relação a isso no momento”, declarou a advogada Stella Bueno, integrante da equipe que representa a mãe da vítima.

Posicionamento da defesa dos suspeitos

Em meio às acusações, tanto o pai quanto a madrasta negam qualquer participação no crime que resultou na morte da criança de três anos.

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A defesa constituída por Igor Gustavo Veloso sustentou que ele tem colaborado com as autoridades policiais desde o início das diligências. Segundo os advogados, a apresentação do investigado foi combinada previamente com a polícia após a expedição do mandado de prisão, ressaltando que não se tratou de uma captura forçada, mas sim do cumprimento acordado de uma ordem judicial.

Por sua vez, a defesa de Kathellen Moreira classificou como surpreendente a decretação da prisão preventiva. Os advogados argumentaram que a decisão judicial desconsiderou o fato de que ela é mãe de uma bebê de apenas cinco meses de idade que ainda se encontra em fase de amamentação. A equipe jurídica informou que protocolará um pedido para a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares alternativas ou por prisão domiciliar, argumentando que a medida permitiria atender às necessidades da filha sem atrapalhar o andamento das investigações.

Diante da gravidade das acusações e da repercussão do caso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu suspender temporariamente a inscrição profissional de Igor Gustavo Veloso nos quadros da entidade.

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Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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