SP: feminicídio aumenta 41%; violação de medida protetiva sobe 31,9%

Marcelo Borges
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Foto: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

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O estado de São Paulo observou um alarmante aumento no número de feminicídios, registrando 30 vítimas em março, mês que celebra o Dia Internacional da Mulher. Este total não apenas marca um pico histórico para o mês, mas também representa uma elevação de 57,9% em comparação a março do ano passado, que teve 19 casos.

No total, nos primeiros três meses de 2023, 86 mulheres foram assassinadas no estado, o que indica um crescimento de 41% em relação ao mesmo período de 2022, que contabilizou 61 vítimas. Esses dados foram apresentados no portal da Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP).

Violência e Medidas Protetivas

Além do aumento nos casos de feminicídio, a violação de medidas protetivas de urgência, que visa proteger as vítimas de violência doméstica, também cresceu. Entre janeiro e março de 2023, foram registradas 3.020 ocorrências desse tipo, o que representa um aumento de 31,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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As estatísticas também apontam para um crescimento nos casos de agressão física. Foram contabilizados 19.249 episódios de lesão corporal dolosa contra mulheres no primeiro trimestre, refletindo um aumento de 7,4% em comparação aos 17.926 casos do primeiro trimestre de 2022.

Medidas e Campanhas

Esses índices alarmantes têm impulsionado iniciativas de proteção e conscientização sobre a violência contra a mulher. Programas como o “Antes que Aconteça” buscam ampliar a rede de proteção às mulheres e fornecer suporte para que possam denunciar abusos e buscar amparo legal.

A Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres também destacou o crescimento da violência online contra jornalistas, uma questão que se agrega ao combate à violência contra a mulher. Além disso, manifestações em São Paulo têm exigido ações concretas para enfrentar o feminicídio, como a campanha por melhorias nas condições de trabalho, incluindo a reivindicação pelo fim da escala 6×1, que é considerada desgastante para os trabalhadores.

É imperativo que a sociedade e as autoridades classificam essas estatísticas não apenas como números, mas como um chamado à ação para que medidas mais eficazes e abrangentes sejam implementadas na defesa dos direitos das mulheres.

As autoridades continuam a mobilizar esforços para combater esse cenário, buscando formas de incentivar as denúncias e garantir que as vítimas recebam a proteção necessária.

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Em resumo, o panorama da violência contra a mulher em São Paulo é preocupante, e ações imediatas são essenciais para reverter esse quadro alarmante e garantir a segurança e os direitos das mulheres em toda a sociedade.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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