Ex-policial militar é sentenciado a 28 anos de reclusão por feminicídio no estado do Rio de Janeiro

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Tribunal do Júri de Campos dos Goytacazes, localizado no estado do Rio de Janeiro, proferiu uma condenação severa contra o ex-policial civil José Ricardo Silva Ribeiro. Ele foi sentenciado a 28 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato qualificado e pelo crime de feminicídio tendo como vítima a sua ex-mulher, identificada como Luanda Bitencourt Mota Ribeiro.

O crime que chocou a região ocorreu no mês de fevereiro de 2022. De acordo com as investigações conduzidas pelas autoridades competentes, a motivação principal para o ato extremo esteve relacionada a um quadro de ciúme excessivo e possessivo por parte do agressor. O casal havia colocado fim a um relacionamento de 22 anos, período em que tiveram dois filhos em comum, mas o réu não aceitava o término da relação conjugal.

Conforme os detalhes apresentados na denúncia formalizada pelo Ministério Público, a ação criminosa foi premeditada por José Ricardo. O ex-policial tinha pleno conhecimento da rotina da vítima, sabendo que ela trabalhava como mensalista em um estabelecimento de estacionamento situado na região central de Campos dos Goytacazes. Aproveitando-se dessa informação, ele permaneceu espreitando e escondido nas proximidades do local.

No momento em que Luanda estacionou o seu automóvel, o réu invadiu o veículo de surpresa e efetuou diversos disparos de arma de fogo contra ela, não dando qualquer chance de defesa à vítima. Pessoas que presenciaram a cena relataram posteriormente às autoridades que o homem possuía um histórico de comportamento extremamente ciumento e controlador durante o período em que estiveram juntos.

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O contexto de violência doméstica e familiar

Durante o andamento do processo judicial, a acusação reuniu e apresentou um conjunto consistente de provas que demonstravam que Luanda Bitencourt Mota Ribeiro estava submersa em um ambiente contínuo de violência doméstica e familiar ao longo dos anos.

Na fundamentação da sentença proferida pelo Tribunal do Júri de Campos dos Goytacazes, os magistrados destacaram a gravidade das circunstâncias em que o homicídio foi consumado. “Constata-se que o crime, praticado no contexto da violência doméstica e familiar, ocorreu por motivo torpe, qual seja, vingança oriunda de ciúme possessivo”, pontuou o entendimento da Justiça fluminense ao estabelecer a pena de quase três décadas de reclusão para o ex-policial.

O caso reforça a gravidade dos índices de violência contra a mulher no país e a atuação do sistema de justiça na punição exemplar de crimes cometidos por agentes ou ex-agentes de segurança pública que utilizam de seu conhecimento e posição para cometer atos de extrema violência.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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