Raízes em Santa Felicidade: A trajetória em comum de Pedro Morisco e Mycael antes do Atletiba

Marcelo Borges
5 min. de leitura
Morisco e Mycael começaram a carreira no mesmo ...

O clássico Atletiba reserva muito mais do que a tradicional rivalidade entre Coritiba e Athletico. Dentro das quatro linhas, a partida coloca frente a frente dois goleiros que compartilham um capítulo importante e inicial de suas trajetórias no futebol paranaense: a passagem pelas categorias de base e pelas escolinhas do Trieste, tradicional clube do bairro de Santa Felicidade, em Curitiba.

Nascidos no ano de Pedro Morisco e Mycael construíram caminhos distintos até consolidarem seus nomes nas equipes principais da dupla Atletiba, mas ambos encontraram no clube amador um trampolim essencial para o desenvolvimento técnico e profissional.

O início de Pedro Morisco no futebol curitibano

Natural de Curitiba, Pedro Morisco deu seus primeiros passos no esporte ainda na infância. Aos nove anos de idade, começou a frequentar as atividades no Trieste. Na época, o que chamava a atenção dos profissionais era a qualidade técnica do garoto, mesmo que o seu biotipo físico ainda não estivesse dentro dos padrões tradicionalmente buscados para a posição de goleiro.

O trabalho de lapidação contou com o apoio de profissionais dedicados à formação de base. Em 2015, o jovem arqueiro foi aprovado em testes realizados pelo Coritiba, transferindo-se para o CT da Graciosa. Anos mais tarde, após acumular experiência nas categorias inferiores e se destacar no cenário nacional, Morisco alcançou a equipe profissional do Coxa, ultrapassando a marca de cem jogos oficiais, conquistando o título da Série B e alcançando projeção na carreira.

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A longa jornada de Mycael até Curitiba

Enquanto Morisco cresceu na capital paranaense, Mycael percorreu milhares de quilômetros até chegar a Santa Felicidade. Nascido em Porto Velho, capital de Rondônia, o goleiro deixou a Região Norte do país ainda na adolescência, por volta dos 11 anos, após se destacar em uma peneira.

A chegada ao Trieste, no entanto, não ocorreu na primeira tentativa. O jovem havia passado despercebido em uma avaliação inicial, mas ganhou uma nova oportunidade em um teste realizado sob forte chuva e com o gramado bastante pesado. A atuação superou as expectativas, garantindo a sua permanência no clube e, posteriormente, a transição para as categorias de base do Athletico, com o qual a instituição mantinha laços estreitos de parceria na época.

Tradição na formação de goleiros

A presença simultânea de Pedro Morisco e Mycael como protagonistas em um Atletiba não configura um fato isolado, mas sim o reflexo de um histórico bem-sucedido na revelação de talentos para a posição no Trieste. Além dos atuais titulares da dupla paranaense, outros nomes do esporte passaram pela estrutura do clube amador.

O goleiro Léo Linck, que também integrou o elenco profissional do Athletico, iniciou sua formação no local. O trabalho especializado de preparação de goleiros também deixou marcas na trajetória de profissionais que atuam nos grandes clubes do estado, como Thiago Mehl, do Coritiba, e Felipe Faria, do Athletico, ambos com passagens pelo projeto de desenvolvimento de atletas do clube de Santa Felicidade.

Outros talentos revelados no clube de Santa Felicidade

A lista de atletas formados ou impulsionados pelo Trieste não se restringe aos goleiros. Diversos jogadores de linha que alcançaram projeção nacional e internacional vestiram a camisa do clube em suas fases de formação inicial, com forte ligação ao futebol rubro-negro.

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O zagueiro Léo Pereira iniciou sua trajetória no clube curitibano aos 11 anos de idade. Inicialmente atuando como lateral-esquerdo, foi deslocado para o miolo de zaga durante o processo de base, chamando a atenção de Athletico e Coritiba antes de se firmar no Furacão e, posteriormente, construir uma carreira de destaque com passagens pelo futebol nacional e convocações para a seleção brasileira.

Outro exemplo de destaque é o lateral Renan Lodi. O jogador permaneceu por cerca de sete meses no Trieste antes de ingressar nas categorias de base do Athletico em 2012. Revelado pelo clube da Baixada, Lodi transferiu-se para o futebol europeu e também firmou seu nome vestindo a camisa da Seleção Brasileira. Nomes como o atacante Marcos Guilherme e o zague também integraram o celeiro de talentos do tradicional clube curitibano ao longo dos anos.

Fonte:: umdoisesportes.com.br

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