Recepção hostil para ex-atletas na Arena da Baixada

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Renan Lodi ouviu vaias na Arena. Foto: Geraldo ...

A partida válida pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro na Arena da Baixada, em Curitiba, começou com forte pressão da torcida do Athletico direcionada a dois jogadores do Atlético-MG: o lateral-esquerdo Renan Lodi e o atacante Tomás Cuello. Bastaram apenas dois minutos de bola rolando para que ambos fossem alvos de vaias sempre que tocavam na redonda.

O episódio que mais chamou a atenção foi a reação desfavorável da arquibancada em relação a Renan Lodi, amplamente reconhecido como um dos maiores ídolos da história recente do clube paranaense. Revelado nas categorias de base do Furacão, o lateral construiu uma trajetória marcante, somando cinco gols e nove assistências em 72 partidas com a camisa rubro-negra. Ele foi peça fundamental na era mais vitoriosa do clube, participando ativamente das conquistas do Campeonato Paranaense de 2018 e da Copa Sul-Americana do mesmo ano, que representou o primeiro título continental da instituição.

No meio de 2019, o defensor foi negociado com o Atlético de Madrid, da Espanha, por 20 milhões de euros (cerca de 87,25 milhões de reais na cotação da época). Naquele momento, a transferência de Renan Lodi figurou como a maior venda da história do clube paranaense, um posto que posteriormente seria superado por atletas como o goleiro Bento, o meio-campista Bruno Guimarães e, mais recentemente, o atacante Vitor Roque.

Renan Lodi e o histórico com o CT do Caju

Um dos fatores que podem ter influenciado a hostilidade da torcida foi a não contratação do lateral no início de 2026. No segundo semestre do ano anterior, após deixar o Al-Hilal, da Arábia Saudita, por meio de uma rescisão contratual unilateral, Lodi retornou a Curitiba e passou três meses realizando treinamentos nas instalações do CT do Caju.

- Publicidade-

Apesar da proximidade e dos treinos na capital paranaense, a diretoria do Athletico optou por não avançar em uma contratação definitiva. Internamente, o clube avaliou que não havia segurança jurídica ideal para o negócio, além de entender que a posição não era uma carência prioritária no elenco. Diante desse cenário, o jogador acertou contrato de cinco anos com o Atlético-MG, fazendo questão de agradecer pelo suporte recebido no período em que utilizou o centro de treinamento rubro-negro.

Na atual temporada defendendo a equipe mineira, Lodi recuperou um alto nível de regularidade. Ele acumula cinco gols e quatro assistências em 46 jogos, sendo titular em 44 oportunidades. Com 4.320 minutos em campo, consolidou-se como o atleta mais utilizado pelo Atlético-MG no ano e aparece como o terceiro lateral com mais passes-chave na Série A do Campeonato Brasileiro, ficando atrás apenas de Reinaldo, do Mirassol, e de Pavón, que vinha atuando improvisado como lateral-direito no Grêmio.

A trajetória de Tomás Cuello e a cobrança da torcida

Por sua vez, a passagem do argentino Tomás Cuello pelo Athletico foi marcada por contornos mais complexos e pressão constante das arquibancadas. O atacante chegou a amargar um jejum de 485 dias sem marcar gols após ser contratado junto ao Atlético Tucumán, da Argentina, em uma negociação que o transformou, temporariamente, na maior compra da história do clube paranaense, superando o investimento feito anteriormente no atacante Matheus Babi.

O desembarque de Cuello em Curitiba ocorreu no início de 2022, impulsionado pelo bom desempenho exibido durante seu empréstimo ao Red Bull Bragantino na temporada anterior. Na época, a diretoria rubro-negra investiu cerca de R$ 12,8 milhões para adquirir seus direitos. Atualmente, o argentino ocupa a 11ª posição na lista oficial das maiores contratações da história do Athletico.

Fonte:: umdoisesportes.com.br

- Publicidade-
Compartilhe esta notícia