Reflexões sobre o futuro da dupla Athletico e Coritiba no cenário do futebol nacional

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Petraglia, Joel Malucelli e Michel Deller. (Fot...

A recente declaração do ex-presidente do Coritiba, Joel Malucelli, após conseguir reaver o valor investido em cotas da Sociedade de Futebol Coxa S/A — recebendo o capital de R$ 15 milhões acrescido de R$ 500 mil de lucro —, movimentou os bastidores do futebol paranaense. Em entrevista concedida ao portal UmDois Esportes, o empresário e banqueiro projetou um panorama comparativo sobre o futuro administrativo e financeiro dos dois maiores clubes de Curitiba.

Segundo Malucelli, o modelo de gestão adotado pelo Independiente Del Valle servirá de sustentação não apenas financeira, mas também técnica e administrativa para o clube alviverde. Em contrapartida, o empresário colocou em dúvida a capacidade de organização do Athletico após a eventual saída de Mario Celso Petraglia da presidência, sugerindo que o dirigente tentaria emplacar a filha, Ana Lucia, no comando da instituição rubro-negra.

As declarações geram debates profundos entre torcedores e analistas esportivos, especialmente ao confrontar a realidade histórica recente dos clubes da capital paranaense. O projeto de profissionalização e reestruturação implementado no Furacão desde 1995 transformou a instituição em um modelo de gestão autossustentável, colocando o clube em patamares financeiros comparáveis a grandes forças nacionais como o Flamengo e o Palmeiras.

A solidez desse modelo pode ser observada na recusa recente de propostas expressivas do mercado internacional, como os valores recusados por atletas promissores, a exemplo de investidas por Viveros e pelo zagueiro Arthur Dias. Além disso, o clube mantém com regularidade suas obrigações financeiras junto à Paraná Fomento, arcando com compromissos anuais de grande monta, mesmo lidando com exigências fiscais e estruturais pesadas na capital paranaense.

- Publicidade-

Defensores da gestão rubro-negra argumentam que o clube formou uma ampla gama de profissionais e gestores capacitados, tanto jovens quanto adultos, que compreendem a filosofia implementada há quase três décadas por figuras históricas como Mario Celso Petraglia, Adur e Fornea. A continuidade administrativa, portanto, encontraria respaldo interno qualificado quando houver a transição de comando.

Em contraste, o cenário histórico recente do Coritiba passou por momentos de grave instabilidade financeira, o que levou a instituição a buscar investimentos externos e a estruturação de uma Sociedade Anônima do Futebol para recuperar a solvência econômica. A chegada de investidores associados ao modelo do Del Valle representa uma guinada estratégica na gestão alviverde, gerando expectativas diversas entre os torcedores e dirigentes quanto ao protagonismo esportivo nos próximos anos.

O debate sobre o futuro dos clubes paranaenses evidencia as diferentes filosofias adotadas pelas diretorias na busca por relevância no cenário nacional e internacional, moldando os rumos do esporte no estado do Paraná para as próximas décadas.

Fonte:: umdoisesportes.com.br

Compartilhe esta notícia