Reino Unido, com medo dos ataques cibernéticos e das falhas de TI, endurece com os grandes provedores de nuvem

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

O Reino Unido tomou uma decisão significativa ao classificar os grandes provedores de serviços em nuvem, incluindo Microsoft (Azure), Google Cloud, AWS e Oracle, como fornecedores terceirizados críticos para o setor financeiro. Essa nova regulamentação, que entrará em vigor no dia 13 de julho, visa aumentar a resiliência das instituições financeiras frente a possíveis interrupções provocadas por ataques cibernéticos ou falhas tecnológicas.

No comunicado emitido pelo governo na sexta-feira, 10 de julho, foi destacado que a crescente dependência de serviços em nuvem por bancos, seguradoras e outros componentes do mercado financeiro torna essencial garantir a solidez dessas plataformas. “Uma interrupção em um grande fornecedor poderia impactar simultaneamente diversas empresas, afetando serviços fundamentais aos quais os clientes estão acostumados”, diz a nota.

Com essa nova classificação, a Microsoft Ireland Operations Ltd, Google Cloud EMEA Ltd, Amazon Web Services EMEA SARL e Oracle Corporation UK Ltd serão agora submetidas a uma supervisão mais rigorosa. Essa medida irá envolver a supervisão conjunta do Banco da Inglaterra, da Autoridade de Regulação Prudencial e da Autoridade de Conduta Financeira. As empresas designadas como terceiras críticas terão a obrigação de realizar testes de resiliência de forma regular, além de precisar realizar autoavaliações e relatar quaisquer incidentes significativos que possam ocorrer.

Essas mudanças surgem em um momento em que a indústria financeira no Reino Unido enfrenta uma crescente pressão para melhorar a gestão de riscos associados à tecnologia. As falhas nos sistemas de TI e as vulnerabilidades a ataques cibernéticos se tornaram preocupações centrais, especialmente depois que incidentes recentes evidenciaram como um único evento pode paralisar operações de grandes empresas e afetar a confiança dos consumidores.

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A nova regulamentação é parte de uma estratégia mais ampla do governo britânico para garantir que o setor financeiro não apenas se adapte às novas tecnologias, mas que também esteja preparado para lidar com os desafios que elas apresentam. A mudança reflete uma compreensão mais profunda da importância da segurança cibernética e da necessidade de uma infraestrutura robusta que possa sustentar o funcionamento contínuo dos serviços financeiros.

Além disso, a iniciativa não é isolada, já que outros países também têm abordado a questão da regulamentação de provedores de serviços em nuvem, em resposta a um ambiente digital cada vez mais desafiador. O governo britânico procura não apenas proteger as instituições financeiras, mas também reforçar a confiança dos consumidores em um setor que está em constante transformação.

Este movimento ainda pode abrir precedentes para futuras regulamentações em outras áreas que dependem da tecnologia, à medida que a importância da segurança digital se torna um tema central nas políticas públicas. Assim, o Reino Unido se posiciona na vanguarda dessas discussões, buscando um equilíbrio entre inovação tecnológica e segurança nos serviços essenciais para a sociedade.

Fonte: convergenciadigital.com.br

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