Seleção brasileira é superada pela Nigéria e fica fora da decisão no mundial sub-17

Marcelo Borges
5 min. de leitura
Foto: © Fábio Souza/CBF/Direitos Reservados

O sonho de conquistar um título mundial inédito no futebol feminino foi adiado mais uma vez para a Seleção Brasileira. Na quarta-feira (4), o Brasil foi derrotado pela Nigéria por 3 a 1 na fase semifinal da Copa do Mundo Feminina Sub-17, competição sediada em Marrocos. A partida aconteceu no gramado três do Complexo de Futebol Mohammed VI, localizado na capital marroquina, Rabat.

Esta marca registrada representa apenas a segunda vez na história que a equipe verde e amarela alcança a fase semifinal do torneio intercontinental, organizado desde o ano de 2008. Na edição passada, também realizada em solo marroquino, o selecionado nacional havia integrado o grupo das quatro melhores seleções de maneira inédita, sendo superado na ocasião pela Coreia do Norte, que viria a levantar a taça de campeã.

Apesar do revés na penúltima fase, a delegação brasileira ainda mantém chances matemáticas e esportivas de superar o desempenho obtido no ano de 2025. No próximo sábado (7), o compromisso da equipe será justamente contra as norte-coreanas, em partida válida pela disputa da terceira colocação do campeonato. O apito inicial está programado para as 13h, no horário de Brasília, com o confronto sediado no campo dois do mesmo complexo esportivo. Vale lembrar que na temporada anterior, o esquadrão brasileiro encerrou a sua participação na quarta posição geral, após ser batido pelo México na disputa por pênaltis.

- Publicidade-

Enquanto isso, no mesmo dia, às 15h30, a seleção da Nigéria medirá forças contra o Japão na grande decisão pelo título, marcada para o Estádio Olímpico de Rabat. As representantes do continente africano buscam uma conquista inédita para o seu país, ao passo que as adversárias asiáticas — que já ergueram o caneco em 2014, durante o torneio sediado na Costa Rica — almejam adicionar a segunda estrela ao seu histórico.

Análise da partida

Dentro das quatro linhas, o selecionado nigeriano impôs um ritmo forte e dominou as ações diante do Brasil ao longo de praticamente todo o confronto. Durante a etapa inicial, o placar permaneceu inalterado graças ao desempenho seguro da goleira Nathy, que evitou que as adversárias abrissem vantagem antes do intervalo. No entanto, o panorama mudou drasticamente no segundo tempo, quando a superioridade técnica e física das africanas se traduziu efetivamente em gols no marcador.

O marcador foi inaugurado logo aos dez minutos da etapa complementar. A atacante Oluwakemi Adegbuyi avançou com liberdade pelo setor ofensivo e teve espaço para finalizar contra a meta brasileira. Embora o chute inicial não tenha saído com a precisão ideal, a companheira de ataque Queen Joseph aproveitou o lance, posicionando-se nas costas da linha defensiva para completar a jogada e estufar as redes.

A vantagem da Nigéria foi ampliada aos 25 minutos, desta vez com a participação da meia Awawu Bashiru. A jogadora recebeu um passe de Queen Joseph pela ala esquerda, quase na imediação da grande área, e tentou o cruzamento. A trajetória da bola surpreendeu a defesa e acabou tomando o rumo do gol, encobrindo a goleira Nathy. Consolidando a vitória, a própria Bashiru marcou o terceiro tento africano aos 34 minutos, coroando uma excelente trama de passes que desestruturou totalmente o sistema de marcação montado pelo Brasil.

A reação brasileira veio na reta final do confronto, aos 43 minutos, quando a atacante Greise balançou as redes. O lance nasceu de uma jogada construída por duas jovens promessas formadas nas categorias de base da Ferroviária: a lateral Yasmin Queiroz fez o cruzamento pela direita, e Greise apareceu na área para completar de cabeça. Apesar do esforço final, o tempo restante foi insuficiente para que a equipe brasileira conseguisse buscar uma virada heroica no placar.

- Publicidade-

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhe esta notícia