Sesa descentraliza formação em auriculoterapia e fortalece práticas integrativas nos municípios

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Saude.pr.gov.br

O Estado do Paraná é pioneiro na descentralização do Curso de Formação em Auriculoterapia para Profissionais de Saúde da Atenção Básica. Essa iniciativa é resultado de uma articulação estratégica entre a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Ministério da Saúde e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com o intuito de fortalecer a autonomia regional na oferta de Práticas Integrativas e Complementares (PICS) no Sistema Único de Saúde (SUS).

Antes, as formações eram organizadas em polos nacionais geridos pela universidade. Com o avanço desse projeto, o Paraná implementou um processo de transferência de tecnologia, que envolveu a absorção de materiais didáticos e a capacitação de facilitadores estaduais pela UFSC. A partir de agora, a Sesa assume a responsabilidade de ministrar aulas práticas e gerenciar as turmas, adaptando a formação às realidades e demandas regionais.

Essa estratégia visa consolidar a educação permanente e acelerar a ampliação do acesso da população a terapias complementares.

“Nosso pioneirismo na descentralização deste curso atesta a eficiência da nossa gestão em saúde e o compromisso em levar inovação e cuidado integral aos municípios”, destaca o secretário de Estado da Saúde, César Neves. “Estamos qualificando os profissionais que atuam nas unidades de saúde para garantir um atendimento cada vez mais resolutivo e acolhedor”, complementa.

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A auriculoterapia é uma técnica que consiste na estimulação de pontos específicos da orelha para promover o equilíbrio físico, emocional e energético. Essa prática se consolidou como uma importante ferramenta de cuidado na Atenção Primária à Saúde (APS) paranaense, sendo utilizada no manejo de dores crônicas, ansiedade, estresse, insônia e em ações voltadas à saúde mental.

Os investimentos anteriores resultaram na capacitação de mais de mil profissionais em 11 polos de formação, com dados que refletem esse avanço: em 2019, as unidades de saúde no Paraná registraram 24.709 procedimentos de auriculoterapia, enquanto em 2025, esse número cresceu para 32.788 sessões.

Esse progresso representa um incremento de 33% na oferta do serviço na rede pública do Estado.

FORMAÇÃO

O novo modelo de formação descentralizada gerou grande interesse na rede assistencial. O edital de seleção, publicado em 27 de março de 2026, inicialmente ofereceu 250 vagas para profissionais de nível superior da APS de todas as Regiões de Saúde. O processo seletivo contou com aproximadamente 400 inscrições, resultando em uma lista de espera que servirá de base para o planejamento de futuras turmas.

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O curso possui uma carga horária total de 80 horas, divididas em duas etapas. A fase teórica (75 horas) é realizada em ambiente virtual, abordando fundamentos da Medicina Tradicional Chinesa, Biomedicina, Reflexologia e protocolos clínicos. Já a fase prática (5 horas) é realizada presencialmente em parceria com a Escola de Saúde Pública do Paraná (ESPP).

A etapa prática desta turma ocorrerá entre os dias 28 e 29 de maio. Após a conclusão do curso, os profissionais estarão habilitados a aplicar a técnica em suas respectivas unidades de saúde, contribuindo para a expansão da rede de cuidados integrativos no Paraná.

INTEGRALIDADE

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As PICS vêm ganhando espaço no SUS, pois promovem o equilíbrio entre corpo, mente e ambiente. Entre as 29 modalidades reconhecidas nacionalmente, a auriculoterapia se destaca pelo alto nível de efetividade e baixo custo de implementação, o que fortalece a relação entre o profissional de saúde e o usuário, além de atuar na prevenção de doenças e na promoção da saúde.

Fonte: saude.pr.gov.br

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