A soja continua a ser o principal destaque da safra no Paraná, com uma colheita robusta estimada em 21,7 milhões de toneladas, conforme divulgado na Previsão Subjetiva de Safra (PSS) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, nesta quinta-feira (30). Embora esse volume apresente uma leve diminuição em relação ao mês anterior, significa um aumento em comparação ao ciclo passado, totalizando uma área plantada de 5,75 milhões de hectares.
O milho também apresenta um cenário promissor. Apesar da falta de chuvas nas semanas recentes que gerou preocupação entre os produtores, a volta das precipitações nos últimos dias renova a expectativa de uma colheita significativa. De acordo com o Deral, a primeira safra de milho já foi concluída, totalizando 3,9 milhões de toneladas. A segunda safra, a mais expressiva, tem previsão de colheita de cerca de 17,4 milhões de toneladas, abrangendo uma área de plantio que deve ser a maior dos últimos anos, com 2,9 milhões de hectares.
Edmar Gervasio, analista do Deral, salienta que não se espera grandes variações nos resultados da soja e do milho. “A primeira safra de milho e de soja está consolidada. Eventualmente, poderão ocorrer pequenos ajustes na área e na produção, especialmente do milho, devido às condições climáticas, mas não teremos grandes mudanças nos números já apresentados”, afirma ele.
- Nos últimos três anos, a Fecap assegurou R$ 35,1 milhões para a recuperação de estradas rurais no Paraná.
Em relação à soja, Gervasio ressalta que as 21,7 milhões de toneladas representam um aumento em comparação ao ciclo anterior, mesmo com uma área de plantio reduzida. “Podemos considerar essa produção como excelente”, conclui.
BATATA – O boletim do Deral informa que a colheita da batata da primeira safra foi totalmente finalizada. A segunda safra está em andamento, com 97% da área plantada e 33% da produção já colhida, com previsão de que a colheita continue nos próximos dois meses.
TOMATE – A colheita da primeira safra de tomate já se encontra em 85% de conclusão. Para a segunda safra, cerca de 14% da área ainda precisa ser semeada, enquanto a colheita já alcança 36% da área total estimada. Paulo Andrade, engenheiro agrônomo e analista do Deral, destaca que a qualidade dos tomates está em torno de 90% boa e as áreas de plantio permanecem estáveis.
BOLETIM CONJUNTURAL – Além dos dados de safra, o Deral publicou o Boletim Conjuntural da última semana de abril, que detalha o desempenho das principais culturas do Estado em meio a um cenário de revisões estratégicas e desafios climáticos recentes.
- A Seagri está promovendo um seminário sobre o Programa de Segurança Hídrica na Agricultura.
O boletim também trata da fruticultura, com ênfase no kiwi, uma cultura que vem ganhando importância nas regiões Sul e Centro-Sul do Paraná. De acordo com os dados do Estado, o kiwi gerou um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 20,7 milhões, com destaque para o município de Antônio Olinto.
O mercado do kiwi apresenta um alto potencial de valorização, considerando que o preço médio recebido pelos produtores em 2025 alcançou R$ 11,89/kg, um aumento de 50,5% em relação à safra anterior. O Paraná busca aumentar sua participação em um mercado nacional ainda dominado por importações do Chile e da Grécia.
PROTEÍNAS – No setor de proteínas animais, o Paraná reafirma sua liderança na avicultura, consolidando-se como o principal exportador de carne de frango do Brasil. No primeiro trimestre de 2026, as exportações paranaenses aumentaram 7,7% em volume e 5% em faturamento, totalizando US$ 1,088 bilhão.
O Estado é responsável por 42,3% do volume total exportado pelo Brasil e também lidera a produção nacional de ovos férteis para incubação, com uma produção de 270,4 milhões de dúzias em 2025, representando um aumento de 5,5%.
- O governador Ratinho Junior confirmou um investimento de R$ 372,5 milhões para 12 municípios de sete regiões, incluindo a recuperação de estradas rurais.
No que diz respeito à pecuária leiteira, a situação ainda apresenta desafios com a queda das margens de lucratividade, provocada pelo aumento dos custos de nutrição e pelas importações em alta. A relação de troca entre o leite e o farelo de soja subiu significativamente. Em março de 2025, com o preço do leite a R$ 2,81 por litro, o produtor precisava de 27,7 litros para adquirir uma saca de milho (avaliada em R$ 77,90), indicando um aumento nos custos de produção.
Fonte:: idrparana.pr.gov.br


