Trump compara potência da mãe de todas as bombas a armamento atômico

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Foto: Geovanna Hora

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou recentemente que a chamada “mãe de todas as bombas” possui uma força destrutiva comparável à de um pequeno artefato nuclear. A declaração ocorreu após veiculação de reportagens apontando que o planejamento militar americano avaliaba o uso do armamento contra infraestruturas estratégicas e instalações nucleares do Irã.

O dispositivo em questão, identificado tecnicamente como GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast (MOAB), é reconhecido como o maior armamento convencional não nuclear presente no inventário militar dos Estados Unidos. Sua concepção estrutural foi direcionada para gerar uma detonação de grande magnitude na superfície, alcançando alvos abrangentes.

Durante participação em uma entrevista televisiva concedida à emissora Newsmax, o mandatário americano foi interrogado acerca de informações jornalísticas que indicavam a elaboração de estratégias inéditas de ofensiva contra o território iraniano. Os planos incluíam o emprego potencial da MOAB caso houvesse determinação presidencial para a retomada das hostilidades no contexto geopolítico internacional.

Ao ser questionado pelo apresentador sobre a natureza do equipamento, Trump esclareceu os aspectos técnicos do armamento. “Bem, a mãe de todas as bombas não é nuclear”, pontuou, reiterando em seguida a proporção do impacto gerado. “Não, não é nuclear de forma alguma. É apenas uma bomba extremamente grande. É como uma pequena bomba nuclear. A mãe de todas as bombas é uma bomba grande, mas não é nuclear”, complementou o líder republicano.

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Embora tenha comentado sobre as características do equipamento, o chefe de Estado norte-americano evitou confirmar ou refutar a possibilidade de ordenar o emprego efetivo da arma nas tensões em curso no Oriente Médio.

No decorrer da entrevista, Trump mencionou que o governo de seu país analisa a situação da Montanha Pickaxe, situada na província de Isfahan. O ponto geográfico localiza-se a aproximadamente 220 quilômetros ao sul de Teerã e nas proximidades do complexo de enriquecimento de urânio localizado em Natanz. Embora Teerã jamais tenha oficializado a função específica do local, analistas e representantes do governo americano sustentam que a área mantém vínculos diretos com o programa atômico persa.

“Agora, estamos analisando a Montanha Pickaxe. Talvez tenhamos que ir até lá”, declarou Trump à emissora. “Vamos tentar atingir aquele local. Vamos destruí-lo rapidamente.” Questionado sobre a eventual necessidade de enviar forças terrestres para o território iraniano, o presidente descartou tal hipótese de maneira categórica: “Não, não vejo isso. Não vejo”.

O líder do executivo norte-americano também reforçou sua posição de que qualquer resolução para o conflito passará obrigatoriamente por impedir o desenvolvimento de armamentos atômicos pelo governo iraniano. “Queremos garantir que eles nunca tenham uma arma nuclear, porque, se tivessem, a usariam, na minha opinião, imediatamente”, avaliou.

Apesar da retórica firme, Trump externou otimismo quanto a uma desmobilização rápida das forças envolvidas no confronto. “A guerra com o Irã terminará muito em breve. Vai acabar muito em breve”, projetou. “De um jeito ou de outro, vai acabar. Sabe, eles estão negociando conosco. Mas, de um jeito ou de outro, terminará muito em breve. E o preço do petróleo vai despencar – assim como os preços da gasolina.”

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Histórico de utilização e debates estratégicos

Concebida originalmente no período da Guerra do Iraque, a bomba MOAB teve seu batismo de fogo registrado no ano de 2017, durante a primeira gestão de Donald Trump, quando foi empregada contra posições ligadas à organização extremista Estado Islâmico no Afeganistão. Relatos oficiais da época indicaram a destruição de três complexos de túneis subterrâneos, paióis de munição e armamentos, resultando na morte de dezenas de combatentes do grupo sem registro de baixas civis na ocasião.

Apesar do poderio destrutivo demonstrado em solo afegão, análises internas do setor de defesa dos Estados Unidos apontam divergências sobre a utilidade real do armamento em cenários subterrâneos fortificados. Enquanto documentos de planejamento estratégico indicam a inclusão do artefato em possíveis ataques às estruturas iranianas, especialistas militares ponderam que a bomba pode apresentar limitações quanto à capacidade de perfuração em grandes profundidades.

De acordo com avaliações técnicas repercutidas pela imprensa internacional, embora a detonação da MOAB seja capaz de devastar uma extensão equivalente a múltiplos quarteirões urbanos na superfície, o artefato pode não alcançar a profundidade exigida para neutralizar instalações fortificadas subterrâneas. Adicionalmente, o raio de destruição gerado levanta debates persistentes entre estrategistas militares a respeito dos riscos associados a danos colaterais e à segurança de populações civis na região.

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Fonte:: estadao.com.br

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