Violência no México atinge nono jornalista assassinado neste ano

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: Divulgação / Foto: Redação

O cenário da imprensa internacional sofreu mais um duro golpe na última sexta-feira, 9, com o assassinato a tiros de um profissional de comunicação no México. Com este episódio trágico, o país latino-americano registra a marca de nove profissionais da área executados somente em 2026, conforme dados consolidados pela organização não governamental Artículo 19.

A vítima foi identificada como Hamurabi Huesca Manzano. Ele era amplamente conhecido na região por ser o proprietário e operador do portal de notícias Pinotepa Comunica, uma página digital que contava com mais de 52 mil seguidores e se dedicava a cobrir temas políticos e acontecimentos do cotidiano em Santiago Pinotepa Nacional. A localidade fica situada no Estado de Oaxaca, na região sul do território mexicano. Além de sua atuação marcante no jornalismo local, Huesca Manzano também complementava sua renda trabalhando como taxista.

Detalhes do crime e investigações oficiais

De acordo Os criminosos abriram fogo contra Huesca Manzano e outros dois homens que estavam no local, resultando na fatalidade que agora mobiliza as autoridades de segurança pública e os defensores da liberdade de imprensa.

A contagem trágica é corroborada por entidades internacionais de monitoramento. A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) também aponta o mesmo número de homicídios contra comunicadores no país ao longo deste ano, evidenciando uma estatística alarmante que persiste ano após ano na nação norte-americana.

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Um dos países mais perigosos para a imprensa

Historicamente, o México é classificado por relatórios de direitos humanos como um dos lugares mais perigosos e hostis do mundo para o exercício da profissão jornalística. O risco é acentuado para repórteres e editores que atuam no interior e cobrem temas sensíveis, como corrupção, política regional e criminalidade.

Além da alta incidência de homicídios, um dos maiores desafios enfrentados pelas famílias e colegas das vítimas é a impunidade. Organizações não governamentais apontam que grande parte dos assassinatos, ameaças e agressões físicas contra profissionais da mídia jamais é solucionada ou resulta em condenações efetivas na justiça.

Diante da gravidade do caso mais recente, a Artículo 19 utilizou sua conta oficial na rede social X para cobrar um posicionamento rigoroso das autoridades locais. A entidade exigiu publicamente que a Procuradoria adote a atuação jornalística de Hamurabi Huesca Manzano como uma linha prioritária e fundamental nas investigações para esclarecer os reais motivos e mandantes do crime.

Fonte:: estadao.com.br

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