O homem que foi morto pela Polícia Militar após invadir o Centro Municipal de Educação Infantil São Braz, em Curitiba, já havia demonstrado anteriormente a intenção de cometer um atentado contra uma instituição de ensino no Paraná. A informação veio à tona por meio de um boletim de ocorrência registrado em setembro no município de Mallet, situado na região Centro-Sul do estado.
De acordo com os registros oficiais, o indivíduo, diagnosticado com esquizofrenia e sob uso de medicamentos controlados, teria cogitado realizar uma ação violenta no Colégio Nicolau Copérnico, situado nas proximidades de sua residência na época. Relatos colhidos por terceiros na ocasião apontavam que ele possuía um histórico pessoal considerado instável e conturbado.
O documento policial que registrou a ameaça em potencial foi aberto originalmente devido a uma denúncia de suposta violência doméstica, na qual ele teria agredido a própria mãe. No entanto, ao chegarem ao local, os policiais militares conversaram com ambos, que negaram a ocorrência de agressões. Como os agentes não encontraram irregularidades aparentes ou evidências imediatas de que o plano de atentado seria executado naquele momento, a ocorrência acabou sendo encerrada.
A dinâmica da invasão em Curitiba
A situação ganhou novos contornos trágicos quando o mesmo homem invadiu o CMEI São Braz, localizado na capital paranaense, mantendo treze crianças sob ameaça direta. Diante do risco iminente, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais foram acionadas e adentraram o estabelecimento educacional após constatarem que os menores estavam sofrendo agressões.
Segundo o coronel Alexandre, comandante do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar, o suspeito estava armado com uma faca e portava um simulacro de pistola. Durante a intervenção tática para resgatar os reféns, o homem foi baleado pelos policiais e não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito no local. A identidade dele foi confirmada pelas autoridades logo após o encerramento da operação de segurança.
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Resgate e atendimento às vítimas
Apesar do momento de extrema tensão, todas as treze crianças mantidas reféns foram resgatadas com vida e colocadas em segurança pelas forças policiais. Cinco delas precisaram ser encaminhadas para avaliação médica em unidades de saúde da região, medida adotada também por precaução a pedido dos próprios responsáveis. Entre os menores, um apresentava ferimentos visíveis na região do rosto causados durante a ação do invasor, enquanto os demais receberam suporte imediato das equipes de emergência.
Repercussão oficial e apoio psicológico
Em nota oficial divulgada à imprensa, a Prefeitura de Curitiba informou que equipes multidisciplinares compostas por profissionais da Secretaria Municipal da Educação e psicólogos foram mobilizadas imediatamente. O objetivo é prestar todo o suporte emocional necessário às crianças, aos familiares e aos servidores do CMEI afetados pelo episódio, com acompanhamento contínuo conforme a demanda.
Nas redes sociais, o prefeito Eduardo Pimentel celebrou o desfecho da operação que evitou uma tragédia maior, agradecendo publicamente a bravura e a eficiência das forças de segurança municipais e estaduais, além de reforçar o compromisso da gestão em dar suporte integral às famílias atingidas.
O governador Ratinho Junior também se manifestou sobre o caso, parabenizando o trabalho estratégico do BOPE e enfatizando o rigor técnico dos policiais na priorização da preservação da vida das crianças. O chefe do Executivo estadual assegurou que todas as pessoas diretamente impactadas pela ocorrência receberão o devido amparo por parte do governo do estado.
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Fonte:: cbncuritiba.com.br


