Em uma conversa reveladora, Xuxa Meneghel rememorou os tempos difíceis que enfrentou durante seu namoro com o ícone do futebol Pelé, falecido em 2022. A apresentadora, que teve um relacionamento com o jogador de 1980 até meados de 1986, desabafou sobre as piadas e os estereótipos que se tornaram recorrentes na época.
Durante uma entrevista à revista “Quem”, Xuxa compartilhou como as opiniões preconceituosas eram frequentes, além de relembrar piadas machistas que circularam em torno de sua imagem. “Nos anos 80, as pessoas faziam muitas piadas. Ouvíamos frases como ‘toda mulher loira é burra’ e o meu namoro com Pelé era sempre alvo de piadas. Era desafiador, e até Pelé se divertia com isso”, contou.
A apresentadora admitiu que, na época, preferia não reagir aos comentários e que isso a incomodava profundamente. “Eu sentia que não podia falar. Ficava mal, mas parecia que era o normal”, lamentou Xuxa, que expressou arrependimento por não ter se defendido em várias situações que a incomodaram. “Havia muitas oportunidades em que eu poderia ter falado, mas eu não dizia nada. E isso me deixava chateada”, acrescentou.
Em sua reflexão, Xuxa também reconheceu que, em muitas ocasiões, ela mesma minimizava sua importância. “Acho que, antes que os outros tirassem meu mérito, eu mesma o fazia. Eu me colocava em um lugar que não era correto”, explicou. Essa autocrítica é um reconhecimento da artista sobre seus ganhos e realizações ao longo de uma carreira que já dura mais de quarenta anos.
A apresentadora destacou que uma das maiores satisfações de sua trajetória é saber que inspirou outras pessoas a lutarem por seus sonhos. Ela também ressaltou a forte influência de sua mãe, Alda Meneghel, que sempre a incentivou, especialmente em momentos de insegurança. “Sempre que eu demonstrava um pouco de dúvida, minha mãe estava lá para me apoiar. Isso foi crucial para que eu enfrentasse os desafios”, contou Xuxa.
Originária de um pequeno município e tendo passado a infância no subúrbio do Rio de Janeiro, Xuxa falou sobre sua determinação em conquistar uma vida melhor, não apenas para si, mas também para sua mãe. “Eu era uma menina de 23 anos, cheia de sonhos e com um desejo forte de realizar os desejos da minha mãe. Trabalhava incessantemente para presentear minha mãe. Se eu pudesse, gostaria de dar presentes a ela o dia todo. Esse era o meu maior sonho: mimar a minha mãe”, recordou.
Com um olhar mais maduro sobre sua jornada, Xuxa trouxe à tona questões importantes sobre empoderamento e autocuidado. Sua trajetória, marcada por superações e sucessos, agora serve como um farol de esperança e motivação para muitas pessoas que buscam conquistar seus objetivos, superando estigmas e limitações sociais.
Assim, Xuxa reafirma sua identidade e a força que encontrou ao longo de sua história, não apenas como uma artista reconhecida, mas também como uma mulher que aprendeu a se valorizar e a lutar por seus direitos e espaços, mesmo em meio a pressões e estigmas.
Fonte: tvpop.com.br


