Adilsinho, da cúpula do jogo do bicho, tem nova prisão decretada no RJ

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: © Polícia Civil RJ/Divulgação

Título: Adilsinho, figura central do jogo do bicho, tem prisão preventiva determinada no RJ

CONTEÚDO ORIGINAL:

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) emitiu uma ordem de prisão preventiva contra o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como “Adilsinho”, juntamente com o ex-policial militar Rafael do Nascimento Dutra, apelidado de “Sem Alma”, e Jefferson Rodrigues da Silva, conhecido como “Jefe”.

Os três indivíduos foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pela execução do policial penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes, que ocorreu em junho de 2023, no Recreio dos Bandeirantes, localizado na zona sudoeste do Rio.

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Nova liderança do jogo do bicho

Atualmente, Adilsinho integra o que é chamado de nova liderança do jogo do bicho no Rio de Janeiro e já se encontra preso por outro delito. Segundo as autoridades de segurança pública fluminenses, ele é considerado o principal produtor e distribuidor de cigarros falsificados no estado.

A denúncia aponta que a vítima foi morta a tiros de fuzil, após ser acompanhada por membros do grupo criminoso, que utilizaram um dispositivo de rastreamento GPS colocado de forma clandestina no veículo da vítima.

As investigações indicam que Bruno Kilier tinha ligação com uma fabricante de cigarros e se transformou em um impedimento aos interesses da organização criminosa liderada por Adilsinho. O MPRJ afirma que o acusado controla o comércio de cigarros ilegais provenientes do Paraguai, com fábricas localizadas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Tentativa de monopólio no mercado ilegal

O grupo em questão é considerado responsável por esforços para monopolizar a venda ilegal de cigarros no estado do Rio de Janeiro. A denúncia ressalta que este assassinato faz parte de uma série de homicídios vinculados à chamada “máfia do cigarro”, que também possui conexões com conflitos relacionados ao jogo do bicho.

Segundo informações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco), o ex-policial militar Rafael Dutra é visto como um colaborador próximo de Adilsinho, tendo contribuído com o monitoramento e planejamento do assassinato.

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Por sua vez, Jefferson Rodrigues da Silva é acusado de ter adquirido, configurado e fornecido o rastreador que permitiu acompanhar os movimentos da vítima.

Pena em regime de segurança máxima

A decisão judicial estabeleceu, além da prisão preventiva dos três réus, a permanência de Adilsinho em um presídio federal de segurança máxima. Atualmente, ele já cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília, tendo sido transferido para a unidade de segurança máxima logo após sua detenção em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, no dia 26 de fevereiro deste ano.

Adilsinho também é reconhecido como presidente de honra da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro.

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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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