O comentarista Michel Bastos, da CNN na Copa, avaliou que a seleção brasileira deveria ter ajustado sua estratégia durante a partida contra a Noruega, que terminou em eliminação para o Brasil na Copa do Mundo dos Estados Unidos, com um placar de 2 a 1. Bastos pontuou que a justificativa de recuar as linhas de marcação e não pressionar o adversário inicialmente pode ter feito sentido, mas a insistência nesse estilo de jogo foi prejudicial.
Em sua análise, Bastos destacou que um time da magnitude da seleção brasileira não pode se adaptar ao adversário por toda a duração do jogo. “Quando falamos de seleção brasileira, não podemos aceitar que um time permaneça 90 minutos se adaptando ao adversário, enquanto deveria forçar o rival a se ajustar ao seu estilo de jogo. Isso demonstra uma carência em nossa filosofia e identidade”, afirmou o ex-jogador.
Outro ponto levantado por Michel Bastos foi a atuação de Vinícius Júnior, que, em sua opinião, embora tenha tentado assumir a responsabilidade durante a partida, acabou abusando da individualidade a ponto de comprometer a tática da equipe. “É compreensível a vontade de resolver as situações rapidamente, mas é preciso ser inteligente na tomada de decisão”, avaliou. Ele exemplificou como, em momentos críticos, Vinícius perdeu a posse de bola no meio-campo e gerou oportunidades para o time adversário.
Ciclo fragmentado
De acordo com Bastos e Cris Schwambach, a apresentadora da CNN na Copa, o resultado da partida evidencia a instabilidade da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nos últimos quatro anos, caracterizada por mudanças frequentes de técnicos e a troca na presidência da entidade. “O Brasil passou por uma fase em que os treinadores não dialogavam entre si e diferentes escolas de futebol não se comunicavam, o que evidenciou a falta de direção da CBF”, analisou Cris.
Bastos acrescentou que a eliminação da seleção também está relacionada com a formação de um elenco que não teve o tempo necessário para amadurecer. “Uma preparação para a Copa do Mundo não deve ser feita em apenas um ano; é um projeto que deve ser desenvolvido ao longo de quatro anos”, sublinhou. Ele mencionou os problemas enfrentados pela CBF, incluindo as trocas frequentes de treinadores, e a ausência de jogadores fundamentais que estavam lesionados e, portanto, não puderam contribuir com o time.
Fonte: cnnbrasil.com.br


