Ataques atingem infraestrutura da Amazon no Oriente Médio em meio a tensões geopolíticas

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

Dois importantes centros de dados pertencentes à Amazon Web Services sofreram danos no Bahrein, em um episódio que autoridades apontam como reflexo direto das hostilidades envolvendo o governo iraniano e operações militares dos Estados Unidos na região. A informação inicial foi veiculada pela agência Bloomberg, que analisou registros capturados por satélites de observação da Agência Espacial Europeia.

As imagens obtidas por meio do programa Sentinel-2 evidenciaram estruturas avariadas localizadas nas cidades bahrenitas de Zallaq e Askar. O complexo situado em Askar abriga servidores essenciais da nuvem da Amazon e conta com operação local da Batelco, principal companhia de telecomunicações do país do Oriente Médio.

Essas constatações visuais dão sustentação às declarações emitidas anteriormente pela Guarda Revolucionária Islâmica. O grupo militar divulgou registros visuais próprios por meio da agência de notícias estatal Tasnim, reivindicando a autoria dos danos infligidos aos dois endereços estratégicos.

Monitoramento internacional confirma ofensivas

A cronologia dos episódios também foi mapeada por entidades independentes de análise de conflitos armados. A organização sem fins lucrativos Armed Conflict Location and Event Data registrou que forças alinhadas ao governo do Irã dispararam projéteis contra a unidade de Zallaq em 24 de julho.

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No caso do complexo situado em Askar, os registros de monitoramento indicam que o local foi alvo em duas ocasiões distintas durante o mesmo mês, sofrendo impactos em 18 e 21 de julho. A escalada nos incidentes reflete uma mudança no cenário de segurança global, onde a infraestrutura de tecnologia passa a figurar no radar de alvos estratégicos.

Especialistas em defesa apontam que a crescente dependência de recursos computacionais avançados, incluindo sistemas baseados em inteligência artificial aplicados à logística e operações de campo, tem transformado servidores corporativos em alvos de interesse militar em zonas de atrito.

Histórico recente de vulnerabilidades

O episódio no Bahrein não é um caso isolado na região. A divisão de computação em nuvem da gigante tecnológica já havia reportado instabilidades operacionais anteriormente, motivadas por incidentes de segurança física.

Em março, a empresa admitiu publicamente que enfrentava instabilidade em seus serviços após investidas com veículos aéreos não tripulados atingirem estruturas similares. Naquela ocasião, dois centros de dados nos Emirados Árabes Unidos e outro no próprio Bahrein também registraram danos materiais em decorrência de ataques com drones.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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