Um atentado com carro-bomba registrado na Colômbia, nas proximidades da fronteira com a Venezuela, resultou na morte de um civil e deixou outras 11 pessoas feridas. A ação violenta, atribuída pelas autoridades locais à guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), teve como alvo principal uma delegacia de polícia e causou danos materiais significativos à estrutura do prédio.
A explosão ocorreu nas imediações da meia-noite, no horário local, no município de Los Patios, situado no departamento de Norte de Santander. O episódio se insere em um contexto de escalada da violência na Colômbia, naeta que é considerada a pior onda de instabilidade no país na última década, em um território que também se destaca globalmente como o maior produtor de cocaína.
De acordo O oficial apontou diretamente o ELN como o grupo responsável pelo planejamento e execução da ação criminosa.
Entre as 11 pessoas que sofreram ferimentos em decorrência do impacto estão dois policiais. O relatório oficial aponta que um dos agentes sofreu a amputação traumática de uma das pernas, enquanto o segundo foi atingido por múltiplos estilhaços projetados pela detonação do artefato explosivo.
Nas horas seguintes ao incidente, dezenas de moradores e curiosos, a pé ou circulando de motocicleta, aglomeraram-se nas proximidades do local atingido para observar os estragos. O cenário era de destruição, com destroços de muros caídos, vidro espalhado pelas ruas e o veículo utilizado no ataque ainda consumido pelas chamas, conforme relatos de profissionais de imprensa presentes na área.
Detalhes da operação criminosa e contexto de segurança
As investigações preliminares conduzidas pelas forças de segurança revelaram que o automóvel empregado no atentado havia sido furtado anteriormente. Os criminosos alteraram a pintura original do veículo para descaracterizá-lo e fazê-lo passar por um táxi comum, dificultando a identificação prévia. Estima-se que o carro transportava aproximadamente 80 quilos de material explosivo, que acabou sendo acionado remotamente à distância.
O ataque ocorre em um momento de endurecimento da postura estatal frente aos grupos armados ilegais. Desde a posse presidencial, a administração tem adotado medidas rigorosas de combate ao crime organizado, contando com alianças estratégicas internacionais, incluindo o respaldo da gestão liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A ofensiva governamental tem gerado reações violentas por parte das facções guerrilheiras. Dias antes da explosão em Los Patios, as forças militares realizaram uma operação de grande porte na região amazônica, classificada como o bombardeio mais letal dos últimos anos contra estruturas dissidentes, resultando na morte de 20 guerrilheiros. Diante dessas investidas, grupos armados haviam emitido ameaças de retaliação contra as forças de segurança do país.
O ELN, organização insurgente com mais de seis décadas de atuação na história colombiana, tentou estabelecer acordos de paz em administrações anteriores — incluindo diálogos conduzidos durante o governo do ex-presidente Gustavo Petro —, porém as negociações terminaram sem a assinatura de um pacto definitivo, mantendo o estado de confronto na região.
Fonte:: estadao.com.br


