Do mangue ao sítio arqueológico Parques estaduais são abrigos da natureza paranaense

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Foto: Divulgação / Iat.pr.gov.br

    Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

Duas Unidades de Conservação (UCs) importantes, situadas em pontos extremos do Paraná, celebram seu aniversário nesta quarta-feira (17). O Parque Estadual Vila Rica do Espírito Santo, em Fênix, na região Centro-Oeste, completa 61 anos desde sua declaração como reserva florestal em 1965. Por outro lado, o Parque Estadual do Palmito, localizado em Paranaguá, no Litoral, celebra 28 anos de existência.

O Vila Rica do Espírito Santo é repleto de história, oferecendo um verdadeiro passeio pelo período colonial brasileiro. O parque abriga ruínas da cidade colonial espanhola de Villa Rica del Espíritu Santo, que existiu no século XVI. Além disso, são encontrados cerâmicas e artefatos arqueológicos do sítio, que incluem relatos de pesquisas realizadas, amostras da vegetação local, antigas ossadas e uma detalhada maquete representando a antiga cidade.

  • Instituto Água e Terra alerta para golpes em cobranças de multas ambientais

Recentemente, algumas novidades foram implementadas no Vila Rica do Espírito Santo, incluindo a criação de um miniparque infantil, que transformou o local em um ponto de encontro para famílias da cidade. Desde sua inauguração, conforme o Instituto Água e Terra (IAT), responsável pela administração da unidade, o número de visitantes mais do que dobrou, passando de cerca de 3 mil turistas em 2023 para 7,5 mil no ano anterior.

“Os pais vêm ao parque e, enquanto as crianças brincam, eles têm a oportunidade de admirar os painéis informativos do espaço ou desfrutar de um livro. É comum ver famílias sentadas nos bancos, trocando ideias e compartilhando histórias antigas. A iniciativa tem agradado tanto as crianças quanto os adultos, permitindo uma conexão mais próxima com a natureza”, afirma o chefe da Unidade de Conservação, João do Carmo.

- Publicidade-
  • Curso Cidadão Sustentável ganha força e ultrapassa as divisas do Paraná

No outro extremo do Paraná, próximo ao litoral, está o Parque Estadual do Palmito, que proporciona uma rica imersão na Mata Atlântica, destacando sua fauna e flora. Recentemente, um flutuante foi instalado ao término da trilha principal, que dá acesso ao Rio Guaraguaçu, permitindo uma interação inédita e sensorial com o ecossistema, bem como uma deslumbrante vista da região de manguezal.

<p“Quando você chega até o flutuante, é um momento para parar, ficar em silêncio e ouvir o som do mangue, que parece dialogar com você. É uma experiência realmente bonita e relaxante”, destaca Larissa Salomão, chefe da Unidade de Conservação.

  • IAT cerca áreas degradadas do Pico Paraná para viabilizar restauração ambiental

O acesso ao flutuante é realizado através de uma trilha plana e acessível, com aproximadamente cinco quilômetros, que pode ser percorrida a pé ou de bicicleta. No caminho, que é predominantemente sombreado, o visitante é surpreendido por pegadas de animais e pelos gaviões que frequentemente sobrevoam a região, criando um ambiente de paz e harmonia.

A paisagem do Parque Estadual do Palmito é definida pela presença abundante do palmito-juçara (Euterpe edulis), que dá nome à unidade. O parque foi criado com o objetivo de conservar essa espécie, contribuindo para a redução da exploração ilegal e predatória do miolo comestível do caule da palmeira.

Fonte:: iat.pr.gov.br

- Publicidade-
Compartilhe esta notícia