A balança comercial brasileira apresentou um desempenho expressivo no mês de setembro, registrando um superávit de 7,74 bilhões de dólares. O valor representa mais do que o dobro do saldo positivo obtido no mesmo período do ano anterior, quando o resultado ficou em 3,14 bilhões de dólares. As informações oficiais foram divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O resultado robusto foi impulsionado principalmente pelo avanço nas exportações do país, que alcançaram a marca de 34,4 bilhões de dólares, registrando um crescimento de quase 13% em comparação com o mês de setembro do ano anterior.
O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do ministério, Herlon Brandão, detalhou os fatores que impulsionaram esse cenário positivo para o comércio exterior nacional.
“Esse crescimento de 12,9% foi motivado por um crescimento de volume exportado de 2,3% mas sobretudo de preço de 9,9%. É um fenômeno que temos observado nos últimos meses, essa aceleração dos preços dos bens exportados e importados”, pontuou o representante da pasta.
Entre os principais destaques da pauta exportadora brasileira esteve o forte avanço de 77% nas vendas externas de petróleo bruto. O produto registrou somas expressivas, atingindo 2,8 bilhões de dólares no acumulado de 12 meses.
Por outro lado, o volume de importações apresentou um recuo de 2,4%, totalizando 26,7 bilhões de dólares. A diminuição ocorreu porque, em setembro do ano passado, o território nacional realizou a importação pontual de uma plataforma de petróleo avaliada em mais de 2 bilhões de dólares, o que elevou artificialmente a base de comparação daquele período. Como a operação de alto valor não se repete na mesma escala, o grupo de compras de máquinas e equipamentos apresentou uma retração de quase 30%.
Desempenho com Europa, China e Estados Unidos
Nas relações com os principais blocos e parceiros comerciais, o cenário mostrou variações significativas. A União Europeia ampliou suas aquisições de produtos brasileiros em 60%, impulsionada sobretudo pelas compras de petróleo.
Em contrapartida, a China, que se mantém como a principal parceira comercial do país, reduziu suas compras em 7,6%. O recuo foi motivado pela diminuição nas exportações brasileiras de carne bovina para o mercado chinês. O limite de volume que o Brasil podia comercializar sob alíquota reduzida foi atingido, fazendo com que o excedente passasse a ser taxado com uma tarifa extra de 55%, o que provocou uma queda de mais de 93% nos embarques do item para o país asiático.
Já as vendas direcionadas aos Estados Unidos registraram um crescimento de quase 32%. A carne bovina, que atualmente ingressa no mercado norte-americano sem incidência de tarifas, destacou-se como o principal motor dessa alta. Herlon Brandão pontuiu a expressividade do salto comercial.
“A exportação de carne bovina para os Estados Unidos cresceu 524% nesse mês agora de setembro, em relação a setembro do ano passado, ela passou de 42 milhões para 263,5 milhões de dólares”, destacou o diretor.
No acumulado dos primeiros nove meses do ano, de janeiro a setembro, o saldo positivo da balança comercial brasileira ultrapassou a marca de 62 bilhões de dólares. Nesse mesmo intervalo, o montante total das exportações superou 284 bilhões de dólares, consolidando uma alta de 10% em relação ao ano anterior.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br


