Uma nova ofensiva militar conduzida pela Rússia contra a capital da Ucrânia, Kiev, resultou na morte de pelo menos duas pessoas na noite desta terça-feira, 6. De acordo com o pronunciamento oficial do presidente Volodimir Zelensky, a cidade foi alvo de um bombardeio em massa utilizando mísseis balísticos, o que obrigou a população a buscar abrigo de urgência nas estações de metrô subterrâneas para escapar das explosões.
A intensidade dos ataques contra Kiev tem aumentado consideravelmente com a proximidade da temporada de inverno no Hemisfério Norte. Os alvos prioritários das forças russas continuam sendo as instalações estratégicas de infraestrutura, abrangendo o setor energético, a malha ferroviária e as vias rodoviárias, o que inclui pontes fundamentais que ligam as diferentes regiões da capital ucraniana sobre o rio Dnieper.
Como consequência dessa escalada de violência, o som das sirenes de alerta antiaéreo tornou-se praticamente incessante, exigindo que os moradores busquem proteção constante em porões, abrigos antiaéreos e estações ferroviárias subterrâneas. Logo após o alerta emitido pelo presidente Volodimir Zelensky a respeito da investida noturna, autoridades locais implementaram cortes programados no fornecimento de energia elétrica. A medida teve como objetivo principal aliviar a sobrecarga na rede elétrica da capital, deixando diversos bairros temporariamente mergulhados na escuridão.
Conforme avançava a madrugada desta quarta-feira, 7, a cidade de Zaporizhzhia passou a figurar como o novo foco das operações militares. Uma área classificada como infraestrutura de transporte foi atingida no município, conforme confirmou o chefe da administração militar local, Mykhailo Semikin, embora não tenham sido divulgados maiores detalhes operacionais sobre os danos naquele momento.
Informações preliminares, que ainda aguardam confirmação oficial por parte das autoridades competentes, indicam que uma importante ponte localizada em Zaporizhzhia também teria sido severamente danificada. A estrutura em questão, que cruza o rio Dnieper, havia sido inaugurada oficialmente poucas semanas antes do início do conflito em larga escala em fevereiro de 2022.
Este incidente ocorre na sequência de outra investida militar registrada na véspera, quando um viaduto na mesma região já havia sido alvejado por disparos, segundo os registros repassados por Mykhailo Semikin.
Fonte:: estadao.com.br


