Durante sua participação no 6º Congresso Brasileiro de Internet, promovido pela Abranet em Brasília no dia 09 de junho, o especialista em inovação e estudos do futuro, Gil Giardelli, revelou que está em negociações com investidores internacionais para trazer uma fábrica de robôs humanoides para o Brasil.
Giardelli destacou a necessidade de maior presença desse tipo de tecnologia no país, afirmando: “Hoje temos apenas duas fábricas, o que é muito pouco. Estima-se que um robô humanoide voltado para trabalho seja produzido a cada quatro minutos. Os países que estão à frente nesta corrida estabeleceram políticas de estado voltadas a esse objetivo.” O especialista enfatizou que a indústria automobilística é um dos setores que estão atentos ao avanço dos humanoides.
Em sua palestra, Giardelli defendeu que o maior desafio da humanidade não reside nas inovações tecnológicas, mas sim nas questões sociais. Ele frisou a importância de preparar pessoas, empresas e governos para uma nova realidade em que as máquinas assumem gradualmente mais atividades operacionais e cognitivas. “O debate vai além da inovação; é sobre como garantir que os benefícios dessa transformação sejam compartilhados com toda a sociedade”, comentou.
Segundo Giardelli, a resposta principal às mudanças provocadas por novas tecnologias não está na regulação, mas sim na educação. Ele apresentou dados que ilustram a baixa preparação da população brasileira para a nova economia digital, ressaltando exemplos de outros países, como Singapura, Coreia do Sul e China, que têm investido fortemente em capacitação tecnológica e científica.
“Nove das dez principais profissões que ensinamos atualmente passarão por uma grande transformação”, alertou. Ele acrescentou: “Não podemos atribuir o desemprego à inteligência artificial, mas sim à explosão de novas oportunidades de trabalho. Entretanto, não há tempo suficiente para a capacitação das pessoas. A indústria inevitavelmente se reformulará; profissionais como torneiros mecânicos poderão ser substituídos por roboticistas. O Brasil precisa se despertar para essa realidade. Um senso de urgência é essencial”, concluiu o especialista. Assista à entrevista.
Fonte: convergenciadigital.com.br


