Reflexões de Angelina Jolie sobre vida e mortalidade
Recentemente, Angelina Jolie compartilhou suas reflexões sobre saúde e mortalidade em uma entrevista à revista Variety. Durante a conversa, a renomada atriz abordou o impacto que o histórico de câncer em sua família teve em sua perspectiva de vida, além de como essa visão influenciou a maneira como ela educa seus filhos.
Educação com a realidade da morte
A conversa ocorreu durante a divulgação do filme “Couture – Vidas Entrelaçadas”, onde Jolie interpreta Maxine, uma diretora de filmes de terror de baixo orçamento que recebe um diagnóstico de câncer de mama em um momento turbulento de sua vida pessoal e profissional. Para a atriz, as experiências passadas e as perdas familiares tornaram-se fundamentais para moldar sua relação com a morte e a educação de seus filhos.
“Educo meus filhos quase que os preparando para a minha ausência, e não tanto para serem avós. É o que acontece quando você considera a morte como uma realidade”, afirmou Jolie, mostrando como a consciência da finitude da vida pode afetar nossas interações e ensinamentos com as futuras gerações.
Histórico familiar de câncer
Angelina Jolie possui uma mutação genética conhecida como BRCA1, que está associada a um aumento significativo no risco de desenvolver câncer de mama e ovário. Em 2013, tomada por considerações sobre seu histórico familiar, a atriz optou por realizar uma dupla mastectomia preventiva. Essa decisão foi muito influenciada pela morte de sua mãe, Marcheline Bertrand, que faleceu em 2007 devido a um câncer de ovário, e pelo falecimento de sua avó, que também perdeu a vida em decorrência de um tumor.
A atriz expressou que a percepção da mortalidade é um sentimento constante: “É muito impactante perceber que todos nós vamos morrer, que não estamos aqui para sempre. Por ter perdido minha mãe jovem e nunca ter conhecido minha avó, nunca vivi com a sensação de que teria uma vida longa”, ressaltou. Esta experiência moldou não apenas sua vida pessoal, mas também sua abordagem em relação ao tempo que tem com os filhos.
A urgência de viver o presente
Durante a entrevista, Jolie revelou que muitas vezes se sente pressionada pelo tempo. “Talvez eu sofra por sentir que não consigo viver o momento presente, porque sinto que preciso me apressar e agir rápido, pois o tempo está se esgotando”, comentou, refletindo sobre a necessidade de aproveitar cada oportunidade que a vida oferece.
Retorno à carreira e o apoio dos filhos
Além de suas reflexões sobre a vida, Angelina Jolie também abordou o retorno à sua carreira de atriz após um período em que se dedicou mais à família, especialmente antes de sua separação de Brad Pitt em 2016. Naquela época, Jolie havia diminuído seu número de atuações para se concentrar em projetos como diretora. Após o término do relacionamento, ela decidiu estar mais presente para os filhos e, gradualmente, voltou a aceitar papéis como atriz.
Agora, com seus filhos se aproximando da maioridade, Jolie contou que eles têm incentivado sua nova fase profissional. “Meus filhos já têm quase 18 anos, então agora eles querem me ver viajando pelo mundo, querem que eu saia e faça coisas”, compartilhou a atriz. Ela reconheceu que seus filhos a conhecem profundamente e que continuam a encorajá-la a reencontrar aspectos de sua identidade que, em certos momentos, ela hesitou em explorar.
A relação de Angelina Jolie com seus seis filhos parece ser uma Assim, o diálogo sobre a vida, a morte e as experiências que moldam quem somos continua a ser uma parte significativa da vida da atriz.
Fonte: tvpop.com.br


