Foto: IAT
O Programa Permanente de Esterilização de Cães e Gatos (CastraPet Paraná), sob a coordenação do Instituto Água e Terra (IAT), alcançou uma importante conquista nesta segunda-feira (22): a marca de 150 mil animais esterilizados em 392 municípios do estado, o que representa 98% do território paranaense. A iniciativa, que visa promover a Saúde Única e tem um impacto significativo tanto na saúde animal quanto na saúde pública, está atualmente em sua quinta etapa, com um total de R$ 45,2 milhões investidos pelo Governo do Estado desde seu início em 2020. O IAT é uma autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
O secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza, destacou a importância do CastraPet como um reflexo da gestão municipal que se preocupa com problemas locais e com a vida dos cidadãos. “Essa é uma iniciativa relevante para o bem-estar animal, para o meio ambiente e para a saúde pública. Trata-se de um apoio direto às organizações não governamentais e aos municípios, especialmente àqueles com menor renda”, afirmou.
De acordo com a médica veterinária e coordenadora técnica do projeto, Girlene Jacob, o número de 150 mil castrações representa mais do que uma estatística; simboliza o atendimento a milhares de famílias e uma contribuição significativa para a saúde pública e bem-estar animal em todo o estado. “Os milhares de animais esterilizados previnem mais de meio milhão de nascimentos na primeira geração reprodutiva. Isso impacta diretamente a redução de abandono, maus-tratos e acidentes, além de diminuir a transmissão de zoonoses e a pressão sobre os serviços públicos de proteção animal”, completou.
Jacob também explicou que dos 150 mil animais esterilizados, 90 mil são fêmeas, com 45 mil gatas e 45 mil cadelas. Cada gata pode ter em média oito filhotes por ano, resultando em 360 mil animais, enquanto as cadelas podem gerar em média cinco filhotes anualmente, totalizando 225 mil. “Esses números mostram a magnitude do impacto positivo dessa ação no controle populacional de pets”, pontuou.
Os procedimentos realizados pelo programa seguem as diretrizes do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV-PR) e dependem de solicitações das prefeituras, que também estabelecem os critérios para os atendimentos conforme as necessidades locais. Durante o processo de inscrição, os tutores recebem orientações sobre cuidados pré e pós-operatórios, garantindo a segurança das cirurgias. Após a castração, as famílias recebem gratuitamente medicamentos pós-operatórios e um microchip eletrônico para identificar seus animais, além de informações sobre os cuidados a serem seguidos.
Adolfo Sasaki, presidente do CRMV-PR, ressaltou a importância dos programas de castração, especialmente em áreas onde o acesso a atendimentos veterinários é limitado. “Nosso órgão está sempre em vigilância para assegurar que os procedimentos sejam realizados adequadamente, garantindo o bem-estar dos animais com a supervisão de profissionais qualificados e respeitando todos os cuidados necessários”, disse.
O impacto do CastraPet é evidente nos municípios que participaram do programa. Fênix, uma cidade com aproximadamente 4,5 mil habitantes no Centro-Oeste do Paraná, notou uma redução significativa no número de animais abandonados nas ruas após a realização de mais de 500 castrações. A protetora de animais do município, Marisa Amaral Algayer Calixto, expressou gratidão ao programa: “Vimos uma grande diferença. Esperamos que outros estados possam adotar iniciativas similares”, afirmou.
Em Araruna, que possui cerca de 15 mil habitantes, o CastraPet também fez a diferença com 283 castrações realizadas. O diretor do departamento de Agropecuária e Meio Ambiente do município, Anderson Marchesi, afirmou que esses procedimentos são essenciais para o controle de zoonoses locais, como a esporotricose. Além das castrações, o município se beneficiou de cartilhas educativas e placas informativas para conscientização da população.
Lançado em 2019, o programa CastraPet, que está atualmente em sua quinta fase, começou em novembro do ano passado, com foco em animais de pessoas de baixa renda e de protetores independentes. Nesta fase, o Governo do Estado destinou R$ 19,8 milhões, um aumento de 106% em relação à etapa anterior, que tinha somado R$ 9,6 milhões.
O programa não se limita à esterilização; ele também promove a educação sobre a posse responsável de animais, contribuindo para a conscientização ambiental, especialmente entre crianças e adolescentes. A instalação de placas educativas em locais de grande movimentação e a intensificação da vacinação antirrábica são outras ações que fazem parte da iniciativa, que é rigorosamente fiscalizada pelo governo estadual.
Os cidadãos interessados em participar do programa devem se dirigir aos pontos de atendimento definidos pelas prefeituras de suas cidades, onde receberão todas as informações necessárias para o pré e pós-operatório, além de medicamentos e um microchip para a identificação dos animais.
Fonte:: iat.pr.gov.br


