Paraná distribui 300 mil testes modernos de DNA-HPV para prevenir câncer

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Saude.pr.gov.br

O mês de conscientização e cuidados com a saúde feminina, conhecido como Outubro Rosa, ganhou um reforço expressivo no estado do Paraná. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) iniciou a distribuição de mais de 300 mil exames de DNA-HPV para os municípios paranaenses, marcando uma importante transição tecnológica no Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao rastreamento e à prevenção do câncer do colo do útero.

Até o momento, 29.100 kits do novo modelo molecular já foram repassados de forma racional e monitorada. Os insumos estão em uso em 38 cidades e em fase avançada de implementação em outros 217 municípios, com a meta de alcançar 255 localidades paranaenses até o final deste ano. A nova metodologia substitui gradualmente a citologia convencional, amplamente conhecida como exame de Papanicolau.

Inovação tecnológica no combate à doença

O teste de DNA-HPV representa uma evolução significativa na medicina preventiva. De acordo com especialistas, a técnica inovadora oferece entre 60% e 70% a mais de capacidade de identificação de lesões precursoras do câncer do colo do útero em comparação ao método tradicional. Essa alta sensibilidade e acurácia ampliam as chances de um diagnóstico precoce, fator determinante para reduzir a incidência da doença e os índices de mortalidade no estado.

A estratégia de testagem segue as diretrizes do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo direcionada prioritariamente para mulheres com idade entre 25 e 64 anos por meio de busca ativa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A recomendação da OMS é de que o exame seja repetido a cada cinco anos nos casos em que o resultado for negativo.

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O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destacou a relevância da iniciativa para a saúde pública do estado. Segundo ele, a introdução do exame moderno consolida um avanço histórico na rede pública. O Paraná integra o grupo seleto de estados pioneiros na fase piloto do programa federal de implementação do DNA-HPV, iniciada em Curitiba e na Região Metropolitana, antes de ser expandida para o interior.

Logística e parceria científica

A substituição do Papanicolau pelo teste molecular ocorre de maneira planejada e pactuada, amparada por portarias ministeriais específicas. Para garantir que os insumos cheguem conforme a capacidade operacional dos municípios, a distribuição tem ocorrido de forma fracionada.

Como parte dos preparativos logísticos, a Sesa já capacitou cerca de 2,5 mil profissionais de saúde em todo o território paranaense. Além disso, o estado conta com uma parceria estratégica com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), sediado em Curitiba, responsável pelo processamento laboratorial dos testes.

Para o diretor-presidente do IBMP, Pedro Ribeiro Barbosa, a estrutura montada cumpre um papel fundamental na proteção da vida feminina. O trabalho conjunto visa criar condições para que, em breve, o câncer do colo do útero deixe de representar uma ameaça severa para as paranaenses.

Ações complementares e meta rumo a 2030

O governo estadual mantém o firme propósito de alcançar a meta estabelecida pela OMS de zerar os casos de câncer de colo do útero até o ano de 2030. Para isso, o estado articula frentes complementares, como a atuação da Carreta Saúde da Mulher.

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Em seu segundo ano de circulação, a unidade móvel coordenada pela Sesa percorre diversas regiões paranaenses oferecendo mamografias, exames citopatológicos, ultrassonografias de mamas, transvaginal e de tireoide, além de consultas médicas presenciais e por telemedicina. A estrutura já viabilizou dezenas de milhares de procedimentos, contemplando dezenas de municípios.

A diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti Lopes, reforçou que o investimento na qualificação da rede oncológica e da Atenção Primária assegura um fluxo ágil desde a triagem até o tratamento especializado para as pacientes que apresentarem alterações nos exames.

Esforço na vacinação

Em paralelo aos exames diagnósticos e às unidades móveis, o Paraná intensifica a campanha de imunização contra o HPV. O público-alvo prioritário abrange adolescentes de 9 a 14 anos, além da faixa etária de 15 a 19 anos, contemplando ambos os sexos.

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Atualmente, o estado registra coberturas vacinais expressivas, alcançando 83,59% entre o público feminino e 80,09% entre o masculino. Entre 2025 e meados de 2026, milhares de doses adicionais foram aplicadas nos adolescentes mais velhos.

Apesar de ser uma condição inteiramente evitável por meio da vacina e passível de controle com o diagnóstico precoce, o câncer do colo do útero ainda figura entre as neoplasias que mais provocam óbitos entre mulheres no Brasil, ocupando a quarta colocação no ranking nacional divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).

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Fonte:: saude.pr.gov.br

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