Capivara ferida no Parque Tingui recebe alta e retorna à natureza no Tanguá

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: Exibir imagem maior

Depois de passar dez dias sob cuidados médicos intensivos, a capivara que havia sido resgatada com ferimentos no Parque Tingui recuperou totalmente a saúde e foi reintegrada à natureza na manhã desta segunda-feira (27). A soltura aconteceu nas dependências do Parque Tanguá, conforme os dados oficiais repassados pela administração municipal de Curitiba.

O animal havia sido recolhido pelas equipes especializadas após ser encontrado debilitado, situação que mobilizou a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. O diagnóstico inicial apontava para lesões possivelmente provocadas por conflitos territoriais com outros exemplares da mesma espécie, algo comum na disputa por espaço e recursos nos ecossistemas urbanos.

Durante o período de convalescença, o espécime foi encaminhado ao Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná (UFPR). No local, profissionais especializados realizaram procedimentos cirúrgicos e curativos necessários, além de acompanhamento clínico diário. Graças à intervenção rápida e ao suporte adequado do Serviço de Monitoramento de Animais Selvagens, o mamífero apresentou uma resposta muito positiva ao tratamento, recuperando o vigor físico ideal para voltar ao seu habitat natural.

Importância da preservação e orientações de segurança

Especialistas da diretoria de Pesquisa e Conservação da Fauna lembram que as capivaras são espécies nativas e silvestres, protegidas pela legislação ambiental brasileira. Elas habitam historicamente os cursos d’água da região, adaptando-se inclusive aos rios e lagos que hoje cruzam a paisagem urbana e os parques públicos da capital paranaense.

- Publicidade-

Embora estejam habituadas à presença humana e apresentem, na maioria das vezes, um temperamento dócil e pacífico, as autoridades reforçam que se trata de animais silvestres. Por essa razão, o manejo exige técnicas complexas e o contato direto deve ser evitado a todo custo, sendo desaconselhável tentar tocar ou alimentar os bichos.

A prefeitura também orienta a população sobre como proceder em situações semelhantes. Caso cidadãos localizem animais silvestres machucados ou em situação de risco nos parques e ruas da cidade, o procedimento correto consiste em acionar imediatamente a Central 156 para que equipes capacitadas realizem o resgate com segurança.

Fonte:: cbncuritiba.com.br

Compartilhe esta notícia