Com vigilância sentinela, Paraná está preparado para sazonalidade de síndromes gripais

Marcelo Borges
6 min. de leitura
Foto: Divulgação / Saude.pr.gov.br

O período entre maio e julho é conhecido por apresentar um aumento significativo no número de síndromes gripais. Os grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e gestantes, são os que mais necessitam de atenção, pois têm maior risco de hospitalização. Para lidar com essa situação, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa-PR) mantém um sistema robusto de monitoramento da circulação de vírus respiratórios em todo o Estado. Essa estrutura envolve a Vigilância Epidemiológica, o Laboratório Central do Estado (Lacen) e uma rede de 34 unidades sentinelas distribuídas pelas Regionais de Saúde.

A vigilância sentinela é estruturada através da coleta regular de amostras de pacientes com sintomas gripais, realizadas nas unidades de saúde espalhadas pelo Paraná. O Lacen se encarrega da análise desse material genético, permitindo a identificação dos vírus que estão em circulação em cada região. Esse mapeamento em tempo real é fundamental para auxiliar a Sesa na implementação de ações preventivas, distribuição de medicamentos e realização de campanhas de conscientização.

O sistema de vigilância do Paraná foi destacado pelo Ministério da Saúde como um “padrão ouro”, sendo o estado escolhido para dar início a um ciclo de visitas técnicas neste ano. A capacidade de resposta rápida de Paraná durante os períodos críticos de circulação viral foi essencial para evitar a declaração de emergência em saúde pública, uma medida que foi adotada em outros estados.

Segundo César Neves, secretário de Estado da Saúde, o reconhecimento federal é resultado do esforço contínuo das equipes de Vigilância. “Ser reconhecido como padrão ouro pelo Ministério da Saúde reflete o trabalho incessante das nossas equipes de vigilância e do Lacen, além das Regionais de Saúde. Nossa missão é transformar dados em ações práticas, como aumentar a cobertura vacinal e oferecer tratamentos oportunos, garantindo assim a proteção da população paranaense”, disse Neves.

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REDE ESTRUTURADA

O Paraná se destaca por possuir uma rede de unidades sentinelas tão abrangente e bem organizada para monitoramento das síndromes gripais, sendo a única do país com essa característica.

A importância dessas unidades de monitoramento é ressaltada por Maria Goretti David Lopes, diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, que destaca como o trabalho contínuo entre vigilância epidemiológica, imunização, laboratórios e assistência hospitalar fortalece a saúde pública do estado. “Queremos implementar ferramentas que confirmem nosso trabalho articulado e que nos preparem para enfrentar qualquer nova emergência em saúde pública com agilidade”, afirmou.

A integração dos envolvidos foi aprimorada em uma Oficina sobre Fortalecimento da Vigilância Sentinela de Síndromes Gripais, realizada no dia 7 em parceria com o Ministério da Saúde. Nesse evento, profissionais das 22 Regionais de Saúde e de municípios foram capacitados para lidar melhor com a sazonalidade dos vírus respiratórios e acelerarem o uso das informações disponíveis no sistema de notificação de agravos.

VACINAÇÃO

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A vacinação é a principal estratégia na luta contra o agravamento das doenças respiratórias. Desde o início da campanha de imunização contra a gripe, até o dia 10 de maio, mais de 1,3 milhão de doses de vacinas contra a Influenza foram administradas no Paraná. Desse total, mais de 760 mil doses foram destinadas a idosos com mais de 60 anos e cerca de 150 mil para crianças entre 6 meses e menos de 6 anos, que são os grupos mais suscetíveis a complicações da doença.

Além da campanha de multivacinação que está em andamento até o dia 30 de maio, alguns municípios promovem também ações de vacinação além dos postos convencionais, realizando campanhas em escolas, bailes da terceira idade e Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs). Algumas unidades estão ampliando seus horários de atendimento e abrindo aos sábados para facilitar o acesso à vacina.

A meta é imunizar 90% dos grupos prioritários, o que corresponde a cerca de 4,5 milhões de paranaenses. Para isso, a Sesa aguarda novas remessas de vacinas do Ministério da Saúde e conta com a participação da população.

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A vacina contra a gripe é oferecida gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) a todos os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, incluindo crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos acima de 60 anos, gestantes, puérperas, povos indígenas, pessoas com comorbidades, além de trabalhadores de áreas essenciais, como saúde e educação.

A Sesa faz um apelo à população para que busque se vacinar antes da chegada do inverno, pois a imunidade após a vacinação leva até três semanas para se estabelecer completamente.

PREVENÇÃO

O combate às síndromes gripais demanda também a colaboração da sociedade com a adoção de medidas não farmacológicas. A Sesa recomenda a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel a 70%, além de cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar. Outras orientações incluem manter os ambientes bem ventilados, evitar aglomerações e não compartilhar objetos de uso pessoal.

Pessoas que apresentem sintomas, como febre repentina, tosse, dor de garganta ou mau-estar, devem procurar atendimento médico nas UBS e evitar atividades coletivas até a recuperação do quadro clínico.

Foto: Gilson Abreu/AEN

Fonte: saude.pr.gov.br

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