Como lidar com a dor de uma perda tão marcante enquanto o mundo inteiro observa cada passo da família real?

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Charles Spencer escreveu um livro sobre a Princ...

Charles Spencer abriu o coração e revelou novos e surpreendentes detalhes sobre as horas que sucederam a trágica morte de sua irmã, a Princesa Diana, ocorrida em 1997. Em trechos de sua autobiografia divulgados pelo jornal Daily Mail, o autor recorda o turbilhão de ligações e o impacto imediato da notícia, destacando um telefonema em particular que mudou sua percepção sobre o atual monarca britânico.

De acordo com o relato de Charles Spencer, a residência da família foi tomada por um fluxo incessante de chamadas telefônicas após a confirmação do acidente fatal em Paris. Enquanto parentes, amigos e figuras públicas ligavam profundamente abalados, incapazes de conter a própria incredulidade ou de formular frases completas de apoio e solidariedade, a postura do então Príncipe Charles chamou profundamente a atenção do cunhado.

Spencer descreve que a abordagem do herdeiro do trono britânico destoava completamente do tom de luto coletivo que tomava conta do país. Na memória do autor, a sensação imediata foi a de que o marido de Camila Parker Bowles demonstrava uma euforia incomum para aquela circunstância dramática.

“O telefone não parava de tocar. O Príncipe Charles me abordou quando eu subia as escadas”, escreveu Spencer em sua obra. “Ao contrário dos outros que me ligaram, que estavam atônitos, mal conseguindo expressar suas condolências e oferecer ajuda, ele parecia radiante de alegria — como se tivesse ganhado na loteria, lembro de ter pensado na hora”, complementou.

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Além de descrever o tom da conversa, Charles Spencer detalha que o diálogo também abordou o impacto da tragédia sobre os jovens herdeiros do trono. Na época do acidente, o Príncipe William tinha apenas 15 anos, enquanto o Príncipe Harry contava com 12 anos de idade. Segundo o trecho publicado, o então príncipe comunicou ao cunhado que já havia dado a notícia aos filhos durante a manhã, em uma conversa que aconteceu nos quartos dos meninos na propriedade de Balmoral.

“Ele me informou que havia comunicado a William e Harry a morte da mãe deles logo pela manhã, em seus quartos em Balmoral. Tudo soava estranhamente natural, dada a enormidade da tragédia”, avalia o autor, contrapondo a naturalidade fria da comunicação com a magnitude histórica e emocional da perda sofrida pelos jovens príncipes.

Analisando o episódio com o distanciamento temporal, Charles Spencer constrói uma interpretação retrospectiva sobre o que poderia justificar aquela reação tão destoante do monarca. Para o irmão de Diana, a atitude do antigo cunhado estaria profundamente conectada à sua vida pessoal e ao desejo de oficializar sua união com Camila Parker Bowles, impedida por barreiras institucionais e sociais enquanto o casamento com Diana ainda existia formalmente, apesar da separação de fato.

Embora reconheça que se trata de uma dedução formulada anos mais tarde, o autor não esconde suas convicções sobre as prioridades do Rei naquele instante histórico.

“Olhando para trás agora, suspeito que a primeira reação do príncipe tenha sido pensar mais em como esse evento poderia libertá-lo para se casar com a mulher que amava, em vez de lamentar a perda de alguém por quem não se sentia bem”, pontuou o irmão da Princesa Diana, jogando nova luz sobre os bastidores de um dos momentos mais turbulentos da história recente da realeza britânica.

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Fonte:: tvpop.com.br

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