Complexo Pequeno Príncipe recebe inédita certificação global em biodiversidade

Luciano Furtado da Cunha
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O Complexo Pequeno Príncipe alcançou um marco histórico em sua trajetória institucional ao conquistar a prestigiosa Certificação LIFE – Negócios & Biodiversidade. O reconhecimento abrange de forma integrada e inédita três pilares fundamentais de atuação da instituição: as atividades de ensino superior, a pesquisa científica em saúde e a assistência hospitalar.

Oficializada nesta segunda-feira (26), a certificação chancela as iniciativas promovidas pelo hospital voltadas à conservação de reservas naturais. Essas áreas são mantidas pela própria organização no litoral norte do estado, situando-se estrategicamente na região da Grande Reserva Mata Atlântica, além de outras frentes de atuação ecológica e sustentável desenvolvidas ao longo dos últimos anos.

De acordo O escopo da avaliação contemplou individualmente a Faculdades Pequeno Príncipe, o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe e o Hospital Pequeno Príncipe, atestando a excelência de cada uma das unidades dentro do ecossistema corporativo.

Critérios rigorosos de avaliação ambiental

Para a obtenção do selo, o processo de auditoria analisou minuciosamente os impactos e as dependências das atividades institucionais em relação à biodiversidade local e regional. Foram examinados os procedimentos de governança, o planejamento estratégico, o monitoramento ambiental contínuo e a efetividade das ações voluntárias voltadas à conservação da natureza.

A fase de apuração envolveu uma série de etapas técnicas, compreendendo análises documentais aprofundadas, entrevistas com profissionais de diversas áreas e visitas técnicas presenciais tanto às unidades tradicionais quanto ao Pequeno Príncipe Norte, que representa o atual projeto de expansão institucional.

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O diretor-corporativo do Complexo Pequeno Príncipe, José Álvaro da Silva Carneiro, destacou a relevância da consonância entre a missão assistencial e a preservação ecológica, ressaltando que cuidar do ecossistema é parte indissociável do cuidado com as futuras gerações.


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Conforme apontado pelo relatório da auditoria, foram catalogadas 19 ações diretas voltadas à biodiversidade. O documento confirmou que a estratégia de conservação do Complexo — fundamentada tanto em iniciativas próprias quanto na aquisição de créditos de biodiversidade — atendeu integralmente aos exigentes padrões de desempenho estabelecidos pela metodologia LIFE. Com essa chancela, a certificação permanece válida até o dia 7 de outubro de 2031.

O dirigente ressaltou ainda que o pioneirismo da instituição na adoção de práticas socioambientais responsables teve início há mais de uma década, consolidando uma cultura interna de sustentabilidade.

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Para Clóvis Borges, diretor-executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), o reconhecimento obtido pelo hospital serve como um importante vetor para conscientizar grandes corporações sobre a urgência de articular o crescimento econômico e institucional com a conservação do meio ambiente.

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No mesmo sentido, a gerente de Parcerias Corporativas da SPVS, Mônica Borges, manifestou a expectativa de que o exemplo do Pequeno Príncipe funcione como um estímulo para que outras organizações do setor privado e institucional destinem maiores aportes financeiros e esforços para projetos de preservação ambiental.

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Principais projetos ecológicos

Entre as principais iniciativas que sustentam a premiação ambiental destaca-se o projeto de expansão do Complexo em Curitiba. Do total de 20 hectares que compõem o terreno da nova unidade, oito hectares foram integralmente destinados a áreas verdes, englobando um bosque nativo preservado e uma Área de Preservação Permanente (APP).

Durante a fase inicial de implantação do projeto, foram executadas intervenções voltadas à recuperação ecológica da área, o que incluiu a remoção planejada de espécies exóticas — a exemplo de pinus e eucaliptos — e a realização de um enriquecimento biológico com o plantio de mudas de árvores nativas.

Dados levantados por um inventário botânico realizado na região registraram a presença de 16 espécies vegetais classificadas em categorias de risco, como raras, vulneráveis ou em perigo, conforme a Lista Vermelha da Flora do Paraná. O levantamento identificou exemplares importantes como o pinheiro-brasileiro, a imbuia e a canela-sassafrás.

Como reflexo desse trabalho contínuo, o projeto de conservação e manejo do bosque também foi contemplado com o reconhecimento de 3.922,15 créditos de biodiversidade, diretamente associados à preservação de uma gleba de 2,53 hectares de Floresta com Araucária.

Fonte:: cbncuritiba.com.br

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