A Polícia Militar do Paraná (PMPR), através do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), e o Instituto Água e Terra (IAT) realizaram uma operação significativa chamada Voo Livre, entre os dias 15 e 18 de junho, na cidade de Guarapuava, situada na região Central do Estado. Durante essa ação, foram apreendidas 95 aves silvestres e aplicadas multas que somaram R$ 400,7 mil.
O objetivo principal da operação foi fiscalizar 40 criadores amadores de passeriformes, com foco na verificaçã o da legalidade da manutenção das aves silvestres em cativeiro. Diversas irregularidades foram encontradas nas vistorias realizadas pelos agentes, que incluíram tanto a falta de documentação adequada quanto condições inadequadas para a manutenção dos animais.
Das aves apreendidas, 25 unidades foram imediatamente devolvidas ao seu habitat natural. Outras 11 aves foram levadas ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS), onde receberão cuidados e passarão por uma avaliação para sua recuperação. As demais aves permanecem sob a supervisão do Instituto Água e Terra, em colaboração com o CETRAS especializado.
O capitão Leandro Warde Fonseca, comandante da 4ª Companhia de Polícia Ambiental, ressaltou a importância da colaboração entre os órgãos envolvidos. Segundo ele, essa atuação integrada é fundamental no combate aos crimes ambientais e assegura que os animais resgatados recebam a destinação adequada. “A união entre a Polícia Militar Ambiental, o Instituto Água e Terra e o CETRAS reafirma nosso compromisso com a luta contra os maus-tratos e o tráfico de animais silvestres, garantindo assim a recuperação e a correta destinação dos animais apreendidos”, afirmou o capitão.
Por sua vez, Caroline Rech, coordenadora de Fiscalização do Escritório Regional do IAT em Guarapuava, destacou que as operações são essenciais para a preservação da fauna nativa. “Essas iniciativas não apenas asseguram o cumprimento da legislação ambiental, mas também fortalecem a proteção da biodiversidade, promovem a rastreabilidade dos animais e contribuem para a conservação das populações naturais de aves silvestres”, declarou Caroline.
A prática irregular de manter aves silvestres em cativeiro, além dos maus-tratos, representa um prejuízo significativo ao meio ambiente. Isso pode afetar a reprodução das espécies, interferir na dispersão de sementes e desregular o equilíbrio ecológico do habitat. Portanto, a fiscalização adequada desses criadores é vista como fundamental para proteger a biodiversidade e garantir a saúde dos ecossistemas.
Além disso, essa operação é um lembrete da importância das leis que regulamentam a posse e a manutenção de fauna silvestre, que visam proteger não apenas as aves, mas também todo o ecossistema em que elas estão inseridas. Com um compromisso contínuo das autoridades competentes e a participação da sociedade, espera-se que a preservação da fauna silvestre e o combate aos crimes ambientais possam ser ainda mais eficazes no futuro.
As ações do IAT e da PMPR são parte de um esforço mais amplo para preservar a rica biodiversidade do estado do Paraná e devem servir como um alerta para aqueles que mantêm animais silvestres sem a devida autorização legal, além de promover uma reflexão sobre a importância da coexistência harmoniosa entre os seres humanos e a natureza.
Fonte: pmpr.pr.gov.br


