O cenário econômico brasileiro apresentou novos indicadores divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge) nesta quinta-feira (10). Conforme os dados oficiais, o setor industrial registrou crescimento no país, enquanto o segmento de serviços manteve-se em patamar de estabilidade durante o mês de julho.
Comportamento da produção industrial
A Pesquisa Industrial Mensal apontou que a produção industrial nacional teve um avanço discreto de 0,2% na passagem de junho para julho, considerando a série com ajuste sazonal, método estatístico que neutraliza influências típicas de determinadas épocas do ano. O levantamento detalha que houve expansão física da produção em oito dos 15 locais investigados.
Entre os destaques regionais positivos, o Amazonas registrou o maior salto percentual, com alta expressiva de 14,6%. O resultado foi influenciado principalmente pela retomada das atividades fabris após o período de férias coletivas observadas no mês anterior. Outros estados também contabilizaram avanços relevantes, como o Espírito Santo, com crescimento de 2,0%, o Rio Grande do Sul, com alta de 1,2%, e Goiás, que avançou 0,8%.
Em contrapartida, as retrações mais intensas na atividade industrial foram reportadas no Mato Grosso, com queda de 9,0%, e no Pará, que registrou recuo de 4,5%. Quando a análise é feita em bases anuais, comparando o mês de julho com o mesmo período do ano anterior, o setor industrial brasileiro apresentou um recuo de 0,5%.
Panorama do setor de serviços
No que tange à Pesquisa Mensal de Serviços, o índice apontou estabilidade em termos globais no comparativo mensal. No entanto, o resultado neutro foi acompanhado por taxas positivas na maioria dos segmentos analisados, uma vez que quatro das cinco grandes atividades pesquisadas registraram expansão no período.
Entre os subsetores que puxaram o indicador para cima, destacam-se os serviços profissionais, administrativos e complementares — categoria que engloba atividades como locação de automóveis e serviços de vigilância —, com alta de 0,6%. O segmento de serviços prestados às famílias, que inclui setores de alojamento e alimentação, avançou 0,5%. O grupo denominado outros serviços, que abrange atividades financeiras e imobiliárias, registrou o maior avanço setorial do mês, com alta de 0,7%.
O desempenho positivo dessas frentes, contudo, acabou sendo contrabalançado pela única retração registrada no mês de julho, concentrada no setor de informação e comunicação, que teve uma queda expressiva de 2,5% e conteve um avanço mais robusto do indicador geral.
Resultados regionais e acumulados
No recorte regional da Pesquisa Mensal de Serviços, o Rio Grande do Sul e o Paraná figuraram como os principais motores das contribuições positivas, apresentando expansões de 3,0% e 1,9%, respectivamente. Em sentido oposto, estados de grande peso econômico como São Paulo e Rio de Janeiro experimentaram os impactos negativos mais expressivos, com perdas de 0,8% e 0,7% no volume de serviços prestados.
Apesar da estabilidade verificada na margem em relação ao mês imediatamente anterior, a comparação interanual revela que o setor de serviços avançou 0,9% em relação a julho do ano anterior. Com esse resultado, o segmento acumula uma sequência de 28 meses consecutivos de taxas positivas nessa base de comparação.
No acumulado dos primeiros meses do ano, o setor de serviços brasileiro apresenta alta de 1,9% frente ao mesmo intervalo do calendário passado. Já no horizonte móvel de 12 meses, o indicador acumula um crescimento de 2,4%, demonstrando a resiliência da atividade terciária na economia nacional.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br


