Donald trump decide poupar rússia de novas tarifas energéticas aprovadas no congresso

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: Divulgação / Foto: Redação

Governo norte-americano recua em medidas punitivas após entendimento bilateral

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que afasta a aplicação de novas sanções e tarifas contra o setor energético da Rússia. A decisão foi formalizada na última sexta-feira, 16, ocorrendo poucas horas depois de o Congresso norte-americano aprovar o pacote de medidas restritivas, que obteve 262 votos favoráveis e 159 contrários na Câmara.

A reviravolta na política externa ocorreu após o chefe do Executivo americano firmar um acordo estratégico com o presidente russo, Vladimir Putin. Pelo entendimento fechado entre as duas nações, Moscou se comprometeu a fornecer diesel para abastecer tanto o mercado interno dos Estados Unidos quanto o cenário global. Em contrapartida, Washington concedeu o alívio nas sanções que estavam prestes a entrar em vigor.

O pacote legislativo em questão, conhecido como a “Lei Lindsey Graham” — batizada em homenagem ao senador que liderou a articulação do projeto —, conferia ao presidente autoridade para aplicar tarifas de até 100% sobre os principais compradores de petróleo e gás de origem russa. Contudo, o mecanismo legal abriu margem para a intervenção direta do Planalto americano.

“Conforme descrito na seção 4 desta ordem, torno sem efeito a aplicação de tais sanções, restrições e tarifas previstas na Lei Graham”, pontuou o mandatário norte-americano no documento oficial assinado para barrar as punições econômicas.

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Impactos na geopolítica e reação da Ucrânia

A legislação aprovada pelos parlamentares tinha como alvos centrais o presidente Vladimir Putin, autoridades de alto escalão do governo russo, além de setores estratégicos como energia e defesa. A norma também mirava diretamente a chamada “frota fantasma” de petroleiros, embarcações que a Rússia utiliza para escoar sua produção e burlar as restrições comerciais impostas por potências ocidentais.

Apesar do alívio econômico negociado entre Washington e Moscou, a aproximação e o acordo sobre o fornecimento de combustíveis geraram forte desgaste diplomático com a Ucrânia. As relações entre Kiev e o governo norte-americano sofreram abalos significativos desde que os termos do pacto com o Kremlin vieram à tona.

O presidente ucraniano, Volodmir Zelensky, manifestou pública rejeição ao acordo firmado entre as superpotências. Em paralelo às críticas disparadas por Kiev, as forças militares da Ucrânia intensificaram e retomaram os ataques direcionados contra refinarias de petróleo em território russo, demonstrando insatisfação com os rumos da diplomacia internacional na região.

Fonte:: estadao.com.br

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