A Defensoria Pública da União (DPU) fez um alerta recente sobre a crescente atuação de golpistas que se passam por defensores federais com o objetivo de enganar cidadãos que estão envolvidos em processos judiciais. Os criminosos utilizam o aplicativo WhatsApp para contatar possíveis vítimas, muitas das quais têm ou já tiveram ações ajuizadas pela DPU.
Em suas mensagens, os golpistas se aproveitam da identidade de defensores públicos federais, utilizando nomes e imagens para persuadir as vítimas a realizarem pagamentos indevidos, prometendo a liberação de valores relacionados aos processos em que estão envolvidos.
A DPU esclarece que as mensagens fraudulentas incluem solicitações de pagamento de tributos e dívidas, como se fossem condições necessárias para que os beneficiários pudessem recuperar quantias que lhes são devidas. Além disso, tentam induzir a vítima a arcar com custos de cartório e honorários advocatícios, justificando que essa é uma etapa essencial para o recebimento dos valores.
Segundo a instituição, “a abordagem realizada através de contatos telefônicos ou mensagens geralmente se aproveita da expectativa de boas notícias e inclui pedidos irresponsáveis de envio de dados bancários ou pagamento de taxas”. A DPU reafirma que todos os serviços prestados pela instituição são gratuitos e que os assistidos estão isentos de qualquer cobrança durante todas as fases do processo judicial.
Recentemente, um caso notório de golpe foi registrado em Aracaju, mas a DPU observa que também houve relatos semelhantes nos últimos meses na capital federal, Brasília. Em 2025, as fraudes que utilizam os nomes de defensores públicos cresceram especialmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, aumentando a necessidade de conscientização sobre esse tipo de crime.
Como evitar golpes
- Se você receber qualquer comunicação que se assemelhe a uma mensagem da DPU, é fundamental entrar em contato pelos canais oficiais da Defensoria para confirmar a veracidade das informações. Outra opção é visitar diretamente uma unidade da instituição.
- Nunca faça pagamentos por boleto, PIX, depósitos ou cartão de crédito como condição para receber precatórios. A liberação de valores judiciais deve ser realizada em bancos autorizados, sempre mediante alvará judicial, e pode ser feita presencialmente pelo beneficiário ou por um advogado que possua procuração.
- Esteja atento a qualquer comunicação que pareça suspeita. Verifique os detalhes de documentos que podem apresentar indícios de falsificação, como logomarcas incorretas, formatação estranha ou erros de português.
A DPU recomenda que todos os cidadãos permaneçam vigilantes e informados sobre os métodos utilizados por golpistas, e que promovam a conscientização entre amigos e familiares para evitar que mais pessoas se tornem vítimas desses crimes.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


