Encontro de Agroecologia do IDR-PR reforça a importância dos bioinsumos na agricultura

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Parana.pr.gov.br

A relevância dos bioinsumos na agricultura, como uma alternativa para garantir a sustentabilidade rural e reduzir a dependência de fertilizantes químicos, foi o tema central do 4º Encontro de Agroecologia, promovido nesta semana pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR).

O evento reuniu cerca de 320 participantes, incluindo agricultores, estudantes de colégios agrícolas e do ensino superior, além de profissionais da área de ciências agrárias da Região Metropolitana de Curitiba e do Litoral. Foram oferecidas diversas oficinas práticas sobre bioinsumos e um minicurso voltado para o tema.

Moacir Darolt, assessor de Agroecologia do IDR-Paraná, destacou que a adoção de bioinsumos representa uma estratégia crucial para uma agricultura mais sustentável e resiliente, alinhada às atuais demandas de produção. “A programação do encontro foi elaborada para provocar reflexões e demonstrar na prática o uso dessa tecnologia, visando fortalecer a autonomia produtiva das famílias de agricultores”, comentou Darolt.

O evento foi realizado no Centro Estadual de Educação Profissional Newton Freire Maia e na Estação de Pesquisa em Agroecologia do IDR-Paraná, em Pinhais. A abertura contou com a presença de representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Associação para o Desenvolvimento da Agroecologia (AOPA) e do Colégio Newton Freire Maia.

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O pesquisador Arnaldo Colozzi, do IDR-Paraná, comentou sobre a importância dos bioinsumos para reduzir a dependência de fertilizantes químicos, que são impactados por fatores geopolíticos, como guerras em países produtores. “Uma solução é a produção de bioinsumos nacional, que pode atender às necessidades da nossa agricultura e ainda apresentar uma abordagem agroecológica”, afirmou Colozzi.

O engenheiro agrônomo e consultor em bioinsumos, Celso Tomita, explicou o conceito de produção “on farm”, que permite ao produtor rural multiplicar insumos biológicos (como bactérias e fungos) em sua própria propriedade. Tomita também abordou a capacitação necessária para a aplicação de bioinsumos no campo. Uma mesa-redonda reuniu pesquisadores e produtores para compartilhar experiências práticas e discutir desafios e oportunidades na agricultura familiar.

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Práticas de Bioinsumos

Durante o encontro, foram oferecidas nove oficinas, cada uma focando em diferentes práticas de uso de bioinsumos. As oficinas abordaram temas como Multiplicação “on farm”, Biodigestor, Microalgas, Controle biológico de pragas, Biofertilizantes líquidos (incluindo biofertilizantes, ácido lático, chá de húmus e bokashi), Compostagem (composto enriquecido com microrganismos), Minhocultura e produção de húmus, Microrganismos benéficos e óleos essenciais, e Caldas e bioinsumos.

A agricultora Carmencita de Souza, de Bocaiúva do Sul, participou do evento buscando aprimorar seus conhecimentos para aumentar a produção de alimentos orgânicos. Ela frequentou as oficinas de “on farm”, microalgas, biofertilizantes líquidos e minhocário e afirmou que conseguiu alinhar os ensinamentos com sua realidade. “O minhocário foi muito interessante, pois consegue-se usar o esterco da vaca, que é um resíduo disponível em nossa propriedade e que não sabíamos como aproveitar. Vim em busca desse conhecimento e consegui encontrá-lo”, relatou Carmencita, animada com novas ideias ao retornar para casa.

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Minicurso

Os participantes também puderam acessar um minicurso ministrado por Celso Tomita, que aprofundou o conteúdo discutido na palestra anterior. Ele abordou o método TMT, focado na produção de bioinsumos e biofertilizantes diretamente na lavoura, promovendo a regeneração microbiológica do solo e a sustentabilidade agrícola. Este minicurso teve a participação de técnicos do IDR-Paraná, do Programa Paraná Mais Orgânico – Núcleo de Curitiba, além de agricultores.

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Ícaro Petter, um dos extensionistas presentes, levou outros cinco agricultores para o minicurso e destacou a importância da experiência. “Foi um momento muito enriquecedor. Existem ocasiões na vida em que recebemos uma injeção de ânimo e conhecimento, e esta foi uma delas. Isso nos leva a refletir, mudar conceitos e reavaliar nosso trabalho na Assistência Técnica e Extensão Rural para implementar imediatamente o que aprendemos no nosso dia a dia aqui na RMC”, afirmou.

O 4º Encontro de Agroecologia contou com a colaboração do Colégio Newton Freire Maia, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da empresa Ambiente Livre e do apoio da Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa).

Fonte:: parana.pr.gov.br

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